✨ Capítulo 1 Traída com Doritos✨

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✨Capítulo 1 – Traída com Doritos✨

Elisa Ventura desceu do avião com o coração leve e uma mala cheia de expectativas. Com 1,70m de altura, cabelos castanhos longos e ondulados e olhos azuis expressivos, ela chamava atenção por onde passava.

Cinco anos nos Estados Unidos tinham sido importantes para sua formação, mas era em Gremoria que sua vida realmente começaria. Aos 23 anos, ela voltava para cumprir a promessa que carregava desde a infância.

Sua mãe havia deixado um carro no aeroporto para ela. Em vez de ir para a casa dos pais adotivos, Elisa pegou o veículo e seguiu direto para o luxuoso apartamento no bairro nobre de Gremoria — o presente de casamento que sua mãe dera ao casal dois anos antes.

Durante o trajeto, ela imaginava a cena mil vezes: abrir a porta, Joel correndo para abraçá-la, talvez até com lágrimas nos olhos. Sorria sozinha só de pensar nisso.

A chave girou na fechadura. A porta se abriu.

E o mundo dela desabou.

No sofá de couro bege da sala, Joel beijava outra mulher com fome. Uma garrafa de vinho caro estava aberta sobre a mesa de centro. Ao lado, um pacote de Doritos pela metade e uma travessa de lasanha ainda quente.

Exatamente como ela havia descrito para ele anos antes.

Joel virou o rosto, pálido.

— Elisa...? Você não vinha amanhã?

Ela não respondeu. Ficou paralisada por dois segundos inteiros, sentindo o peito se rasgar. Então soltou um soluço engasgado.

Nesse momento, uma memória invadiu sua mente. Ela se lembrou de quando tinha seis anos e conheceu Joel. Ele era o menino extrovertido que sempre a defendia. Aos quinze anos, atrás da casa de veraneio, deram o primeiro beijo. Aos dezessete, os pais dele e a mãe adotiva dela. formalizaram a promessa de casamento. Ela sempre acreditou que era amor verdadeiro.

A risada da mulher e o gemido de Joel foram como facadas. Elisa não esperou. Correu. Desceu as escadas chorando, o peito ardendo. Quando chegou ao estacionamento subterrâneo, suas pernas fraquejaram. Apoiou-se no carro, abaixada, chorando sem conseguir parar.

Foi então que ele esbarrou nela.

Um homem alto, de 1,85m, cabelo preto bem cortado e penetrantes olhos verdes parou ao seu lado. Vestia uma fantasia ridícula de entregador de pizza, uma camiseta vermelha e um boné. Era Ethan Bener, 26 anos. 

Herdeiro da poderosa Bener Group e um dos homens mais influentes de Gremoria. Sempre aparecia nos eventos da família com expressão séria e distante, como se sorrir fosse contra as regras.

Ele a viu chorando e tirou um lenço de linho do bolso.

— Por que chorar, linda moça? — perguntou com a voz grave, mas gentil.

Elisa levantou o rosto inchado e respondeu com sinceridade crua:

— Nada de mais… Só vi o homem que eu amo beijando outra enquanto comia lasanha.

Ethan arqueou uma sobrancelha.

Por um instante, pareceu estar lutando contra a própria reação.

Essa foi, sem dúvida, a frase mais estranha que ouvi esta semana.

O canto de sua boca se ergueu levemente.

Depois soltou uma risada baixa.

— Lasanha? Sério?

— E Doritos. E vinho. Era o nosso momento… — A voz dela falhou completamente. Estou contando isso para um estranho.

Ele a observou por um segundo. Havia algo familiar nela. Quando Elisa tentou se levantar depressa, torceu o tornozelo. Antes que caísse, Ethan a segurou pela cintura.

Foi aí que ele viu: a pequena marca de nascença em forma de estrela no pescoço dela.

A mesma marca.

A mesma menina.

Aos dez anos, Ethan quase se afogara no lago da propriedade da família dele. Uma garotinha de sete anos pulou na água e o salvou. Ele passou anos procurando por aquela estrela.

E agora ela estava ali. Em seus braços. Chorando por outro homem.

— Qual é o seu nome? — perguntou ele, a voz mais baixa.

— Elisa.

Ethan sentiu o mundo girar devagar. Um sorriso lento surgiu em seus lábios.

— Prazer, Elisa. Eu sou Ethan Bener.

Lasanha eo coração partido Stories to obsess over. Discover now