A luz no Largo Grimmauld

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A sala de jantar do Largo Grimmauld, número doze, estava mais cheia do que o normal naquela noite.

A longa mesa de madeira escura era iluminada por velas flutuantes, cuja luz tremulante refletia nas paredes envelhecidas e nos rostos tensos dos membros da Ordem da Fênix. Mapas, papéis e xícaras de chá esquecidas se espalhavam pelo espaço, mas ninguém parecia realmente focado neles.

- Precisamos agir com mais cautela - disse Alvo Dumbledore, sua voz calma, mas firme, cortando o murmúrio baixo das conversas. - Voldemort está se movendo nas sombras, e qualquer passo em falso pode custar caro.

Sirius Black estava encostado na cadeira, braços cruzados, expressão inquieta.

- Cautela demais também não ajuda, Dumbledore. Ficarmos parados não vai impedir nada.

- E sair correndo não vai melhorar - retrucou Olho-Tonto Moody, girando o olho mágico.

Remus Lupin permanecia em silêncio, observando. Seu olhar passava de um rosto para outro, atento, mas distante. Tonks, ao lado dele, brincava distraidamente com a ponta do próprio cabelo, que naquele momento estava em um tom vibrante de roxo.

- Eu só acho que...

Ela foi interrompida por uma luz, forte e ofuscante. Ela surgiu bem no meio da sala, como se tivesse rasgado o ar. Todos se levantaram de imediato, varinhas em mãos.

- Protejam-se! - gritou Moody.

A luz pulsou uma vez... duas... e então desapareceu.

E, no lugar dela, havia uma criança.

Um menino pequeno, talvez de cinco anos, sentado no chão frio de madeira. Ele parecia completamente deslocado ali, roupas um pouco grandes, cabelo castanho bagunçado, olhos arregalados.

Por um segundo, ninguém se moveu.

Então o menino olhou ao redor.

Confuso.

Assustado.

Até que seus olhos pararam.

Direto em Remus.

E tudo mudou.

- P-papai...?

A palavra saiu trêmula, carregada de esperança e medo ao mesmo tempo.

Antes que qualquer um pudesse reagir, o menino se levantou e correu. Pequenos passos apressados, quase tropeçando, até se jogar contra Remus, abraçando-o com força.

- Papai!

Remus congelou.

Seu corpo inteiro travou, como se ele tivesse esquecido como se mover.

- Eu... - ele começou, mas nenhuma palavra saiu de verdade.

Tonks se aproximou rapidamente.

- Ei, ei, tudo bem... - ela disse, se aproximando com cuidado. - Acho que você se confundiu, pequeno...

Sirius também se aproximou, olhando a cena com o cenho franzido.

- De onde esse garoto saiu?

Mas o menino não soltava Remus.

Ele estava tremendo.

O coração de Remus apertou de um jeito estranho. Familiar. Doloroso.

Tonks se ajoelhou na frente deles, tentando olhar o rosto do garoto.

- Ei... olha pra mim, tá? - disse suavemente.

O menino levantou o rosto, ainda choroso.

E então aconteceu.

Quando o tempo nos encontrouStories to obsess over. Discover now