Capitulo 1

64 7 3
                                        



[brat: são bottoms que têm por hábito responder, desafiar, serem consideravelmente desobedientes, mas sem faltar com respeito, envolvendo troca de poder.]

Regulus Black não estava de bom humor.

— Ainda não entendo porquê não posso ter um fisioterapeuta que conheço. Eu não conheço esse cara.

O olhar que a assistente pessoal lançou para ele foi tolerante, na melhor das hipóteses.

— Porque os fisioterapeutas do clube já estão sobrecarregados de trabalho. — ela disse. — E o Dr Lupin quer que você trabalhe com um terapeuta que ele confia.

Regulus verificou a hora no celular.

— O cara está atrasado. Eu não tenho o dia todo.

Ele virou o rosto para esconder o sorriso quando Mary cerrou os dentes. No entanto, a voz estava extremamente calma quando ela disse:

— Ele só está sete minutos atrasado, Regulus. E é a terceira vez que você disse isso nos últimos cinco minutos.

Regulus deu a ela um olhar inocente.

— Mas ele está atrasado!

— Você se atrasa o tempo todo, princesa. — Mary murmurou sob a respiração, o que claramente não era para os ouvidos dele.

Apesar de ser sua assistente pessoal por mais de um ano, Mary ainda não tinha ideia de como a audição dele era aguçada e tinha o hábito de dizer coisas desagradáveis sobre ele quando achava que ele não conseguia ouvir. Era muito engraçado.

Regulus reprimiu um sorriso. Ele sabia que provavelmente deveria parar de deliberadamente irritar ela, mas ele estava tão entediado. Agora que ele estava lesionado e praticamente confinado em casa, perturbar a assistente pessoal era a única coisa remotamente interessante a se fazer. Era quase divertido assistir Mary tentar conter comentários espertinhos que queria dar. Quase.

— James Potter é altamente recomendado. — Mary disse mais alto. — Tenho certeza de que tem um bom motivo para o atraso dele. Ele é um fisioterapeuta e personal trainer excessivamente caro. Ele deve ser bom.

Regulus deu de ombros. O médico do time prometeu encontrar para ele o melhor fisioterapeuta para o ajudar a se recuperar da lesão na virilha, mas Regulus não tinha pedido por nenhum detalhe; esse era o trabalho de Mary.

— De que adianta para mim se ele não estiver aqui? Minha lesão não vai se curar sozinha. Estou cansado de esperar.

— Então vamos voltar para dentro, — Mary disse, uma nota de exasperação rastejando para a voz dela novamente. — Tenho bastante certeza de que você não deveria estar andando de qualquer maneira.

Se encostando na árvore, Regulus olhou para a casa e fez uma careta.

— Estou de saco cheio de ficar preso o dia todo. Eu não sou um inválido.

Desta vez, ele não estava reclamando só para irritar Mary.

A falta de atividade realmente o estava deixando louco. Ele sentia falta do futebol. Sentia falta da sensação de estar saudável e em forma, o vento no rosto enquanto corria em direção à rede, a alegria que sentia ao marcar um gol, o rugido da multidão cantando e ressoando o nome dele. O futebol era sua vida. A única coisa que importava.

Regulus olhou para o céu cinza. Já era março. Faltavam só três meses para a Copa do Mundo. O tempo estava acabando. Ele precisava voltar ao gramado o mais rápido possível e recuperar a forma se quisesse impressionar o técnico da Seleção. Regulus podia ser o jogador inglês mais talentoso em gerações (na humilde opinião), mas ele tinha relativamente pouca experiência em nível internacional e sabia que isso atrapalhava as chances de ser escolhido.
Quanto mais tempo permanecesse lesionado, menores eram as chances de ele participar da Copa do Mundo. E para piorar as coisas, era março e ele ainda não tinha um fisioterapeuta — ou melhor, o fisioterapeuta aparentemente decidiu que tinha coisas melhores para fazer do que a porra do trabalho dele.

Só um pouco errado Stories to obsess over. Discover now