Capítulo 1 QUATRO ECOS DO INESPERADO

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Olá, leitores! Esta é uma breve apresentação dos personagens.

"Erian nunca quis o trono. Não porque fosse fraco, mas porque sabia o peso que ele carregava. O fogo corria em suas veias como um segredo proibido — meio humano, meio dragão, algo inaceitável aos olhos do reino. Se descobrissem a verdade, não o aclamariam como rei. Queimariam-no como um monstro.

Mas o destino não se importa com o que ele deseja.

A Pedra de Sareth o chamou.

E agora, fugir não é mais uma opção."

A Pedra de Sareth não é apenas uma lenda — ela é real. Forjada no coração do mundo, dizem que responde apenas ao sangue do verdadeiro herdeiro. E, infelizmente, respondeu a ele.

Ninguém viu quando a pedra brilhou sob suas mãos, mas Erian sentiu. Uma corrente de energia quente e viva percorreu seu corpo, como se algo antigo tivesse despertado dentro dele.

A partir daquele momento, tudo mudou.

Com isso, caro leitor ou leitora, caso ainda não tenha entendido, nosso jovem partirá em busca dos demais fragmentos da Pedra de Sareth, já que seu pai possui apenas uma parte dela.

Mas vamos voltar alguns anos, até o momento em que ele conhece seus companheiros.

A primeira é Erit, uma amizade forjada no fogo e na confiança.

Erit o viu como ninguém jamais havia visto, além de sua própria família. Naquela noite, na Floresta Sussurrante, quando o fogo escapou do corpo de Erian e sua máscara humana caiu, foi ela quem não fugiu.

Foi ela quem ficou.

Uma guerreira élfica. Filha das chamas e do silêncio. Integrante de um dos raros quatro clãs élficos capazes de dominar o fogo.

Erit era feita de aço e graça, com olhos que pareciam guardar o brilho de uma lareira viva.

Ela não perguntou o que ele era.

Perguntou por quê.

E foi ali, entre cinzas e árvores queimadas, que nasceu a primeira chama de uma aliança capaz de mudar o mundo.

A noite em que se conheceram era de lua vermelha. Talvez por isso ela tenha visto Erian perder o controle com tanta facilidade.

Erit estava em uma ronda noturna. Sim, elfos que completavam quinze anos passavam a integrar a guarda de seu clã e participavam das patrulhas durante os solstícios.

Silenciosa como a brisa entre as folhas, ela seguia o rastro de uma presença estranha. Algo que não era completamente humano... nem completamente besta.

Então ela o viu.

Qualquer outro guerreiro teria atacado.

Ou fugido.

Mas Erit não.

Ela apenas deu um passo à frente e disse:

— Você está com medo.

Erian a encarou, confuso e selvagem.

Não respondeu.

Mas ali, entre as chamas e a dúvida, nasceu algo raro: confiança.

Erit não perguntou o que ele era. Perguntou por que estava sozinho.

Ao fazer isso, escolheu não temer o desconhecido.

Escolheu lutar ao seu lado.

No centro de uma clareira iluminada pela lua, um jovem arquejava de joelhos. Sua pele se rasgava em listras de luz dourada. Os olhos queimavam como brasas e pequenas chamas se espalhavam ao redor, como se a própria floresta respirasse fogo.

A forma humana de Erian se desfazia diante dela, revelando escamas, garras e asas que não pertenciam a nenhuma história contada pelos anciãos.

Um encontro emocionante, não acha?

Mas calma. Ainda há mais.

Agora é hora de conhecer aquele que costuma fugir primeiro... mas sempre volta para salvar os amigos.

Sim, ele mesmo: o medroso que aprendemos a amar.

O segundo integrante da jornada chamava-se Théo — embora jurasse que seu verdadeiro nome era "uma vergonha ancestral" e se recusasse a revelá-lo por completo.

Ele surgiu na vida de Erian da forma mais improvável possível: gritando, correndo e caindo de cara em uma poça de lama enquanto era perseguido por uma alcateia de lobos mágicos.

Erian, que tentava descansar na mesma floresta, foi obrigado a salvá-lo.

Só depois descobriu que Théo estava ali por engano.

Ele havia se perdido tentando encontrar a casa da avó.

Desastrado, falante e dono de uma habilidade misteriosa para se meter em problemas, Théo era o tipo de pessoa que fazia tudo parecer menos sério.

Até que a situação realmente ficava séria.

E nessas horas, ele sempre surpreendia.

Havia algo estranho nele. Uma energia caótica que fazia acontecimentos inexplicáveis surgirem ao seu redor.

Uma pedra flutuava.

Um inimigo tropeçava do nada.

Uma porta trancada se abria sozinha.

Théo dizia que era apenas sorte.

Mas Erian sabia.

Ninguém tem tanta sorte assim.

E agora chegamos à última integrante do grupo.

A última a se juntar à jornada não veio com passos nem com palavras.

Ela veio com silêncio.

Com o vento frio entre as árvores.

Com olhos que enxergavam além do que o mundo mostrava.

Nyra.

Um nome sussurrado pelos antigos feéricos e esquecido pelos humanos.

Erian a encontrou por acaso... ou talvez por destino.

Enquanto seguia uma trilha misteriosa na floresta, guiado por um Umbreon, chegou a um lago escuro como breu.

Ali, entre raízes retorcidas, ele a viu.

Dormindo.

Presa.

Enfeitiçada por uma maldição que só poderia ser quebrada por sangue real... ou por pura coragem.

Ele a libertou.

E desde então, ela o seguiu.

Sem exigir explicações.

Sem oferecer muitas palavras.

Nyra não precisava falar.

Seus olhos liam pensamentos.

Sua presença revelava emoções.

Ela enxergava além das máscaras.

E, por mais fria que parecesse, havia algo profundamente protetor dentro dela.

Algo imenso.

O grupo não sabia se podia confiar nela.

Mas também sabia que não poderia seguir adiante sem sua ajuda.

As cronicas de eldalyn: o chamado da pedraCerita yang bikin terobses. Temukan sekarang