Dualidade

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Carrego em mim uma dualidade - um oceano de emoções escondidas e um fogo manso que acolhe quem ousa se aproximar.

Sou companheira, apesar de parecer fria. Sou sentimental, mesmo que eu pareça insensível. Sou brincalhona, mesmo que as vezes acabe séria. Tenho muitas barreiras, mas não foram feitas intencionalmente, elas foram construídas com o tempo, com meus sentimentos machucados, com meu sorriso desmoronado.

Hoje, mal te considero colega. Ontem, te chamaria de melhor amiga.

Não só o tempo, mas também as pessoas mudam pessoas, elas ferem e curam, algumas com intenção, outras sem planejar.

A questão é que as pessoas se machucam entre si, parecendo ter medo de algo pior, algo maior, mais perigoso, algo que fira mais.

Talvez seja o medo de si mesmas, medo de machucarem a si próprios e não terem quem culpar, ferirem os próprios sentimentos e não haver motivos consideráveis para chorar, de quebrarem a própria confiança e não encontrar quem cobrar.

Não é o fim, e isto é o que precisam entender, as pessoas são frágeis, palavras podem machucar, mas as feridas conseguem se curar, não cutuque o cascão, deixe-o sarar, não permita que mexam se não quiser chorar. Algumas dores não pedem explicação, só pedem tempo para deixar de sangrar.





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