Maquiando o Amor (capítulo único)

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Oieoie!! Primeiramente, quero agradecer vocês que estão gastando o precioso tempo de vocês para ler a minha fic, e agradecer pelos 20K!! Sério, nunca imaginei que meu canal chegaria tão longe.

Essa é uma fanfic one shot escrita 100% por mim, sem IA ou outros autores. Não copie, plágio é crime.

Antes de começarmos, vou falar sobre os gatilhos. Essa fanfic não contém conteúdo sexual, insinuação sexual ou nudez. Não contém palavras de baixo calão.

Obs: algumas personagens vão ter o nome de umas amigas minhas do youtube, rs.

Obs 2: fiquem a vontade para comentar nos parágrafos, amo ler os comentários do wattpad KKKKKKK.

Obs 3: Termo que vocês precisam saber: Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva (TPOC): É um padrão constante e enraizado de comportamento e pensamento. A pessoa exige perfeição de si mesma e dos outros, é extremamente rígida e tem muita dificuldade em delegar tarefas ou terminar projetos porque nada atinge o seu nível de exigência. No TPOC, o indivíduo costuma achar que sua maneira de agir é a correta e não sofre com as ações, embora cause grande atrito nos relacionamentos.

Bom, é isso! Chega de enrolação e vamos para o que interessa. Boa leitura!!

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Nos filmes e séries, sempre acontecem coisas que, na vida real, seriam consideradas impossíveis ou coincidências raras. Uma delas é chover quando acontece algo ruim que afeta o protagonista. Bem, pelo visto, eu devo ser a protagonista de algum filme.

Saio de onde eu trabalho como maquiadora, - na JYP Entertainment - chorando por ter acabado desse jeito, depois de tanto tempo. Começo a andar na rua, sem rumo, as gotas gordas da chuva se misturando com as lágrimas em meu rosto. A rua estava calma, sem carros, na escuridão da noite, apenas com os postes iluminando a calçada molhada. 

De repente, uma luz chama minha atenção, me afastando de meus pensamentos e me fazendo olhar para o local de onde emanava aquela luz. Era de um letreiro de uma cafeteria, cujo nome é Mochi's Coffee. O estabelecimento é pequeno, mas, por motivos que não sei dizer ao certo, parece aconchegante. A fachada é em tons preto e branco, com umas pedras de vários tamanhos enfeitando a lateral da porta. Dentro, a luz amarelada estranhamente reconfortante ilumina pessoas e casais felizes, saboreando um delicioso café, ou um frapuccino, quem sabe um americano.

Estava decidido: afogaria minhas mágoas numa xícara bem gorda de cappuccino com canela e achocolatado em pó. É tudo o que eu precisava nesse momento. Como a faixa de pedestres está longe e a cafeteria fica do outro lado da rua, que estava calma e sem carros, resolvo atravessar da onde estou. Começo a atravessar a rua, pensando no doce sabor do cappuccino que me aguardava. Porém, uma buzina alta me tira dos meus pensamentos, me fazendo parar no meio da rua para procurar o barulho. Gelo quando vejo carro em alta velocidade vindo em minha direção, que fica mais próximo a cada segundo.

Rapidamente, jogo meu corpo para trás, fazendo meus pés tropeçarem no meio fio e me fazendo perder o equilíbrio, batendo as costas numa parede de tijolos do lado de um beco. O choque contra a parede foi bruto, sinto a dor subindo instantaneamente. Deixo ser vencida pelas minhas pernas, descendo lentamente com as costas na parede, até sentar no asfalto frio, sujo e molhado. Sinto meus olhos marejarem de novo, junto com um nó na garganta. Apenas deixo as lágrimas caírem, enquanto enterro meu rosto em meus joelhos. Não gosto de chorar, mas era demais, precisava botar para fora.

Maquiagem. A palavra que ecoa na minha mente parece zombar de mim. Solto uma risada sem humor. Como é possível a palavra que remete ao meu trabalho e a minha paixão, também remeter ao motivo de eu entrar no trabalho com medo? Nunca nos meus 25 anos de vida eu imaginaria que fazer o que eu amo não seria perfeito como nos filmes. Nunca pensei que seria julgada e ridicularizada pelos meus colegas de trabalho por não ser "boa o suficiente" para eles.

Maquiando o Amor - bangchan one shotHistórias para pegar e não largar. Descubra agora