Caminhava calmamente, algo incrível para alguém tão elétrico como Nikolai Gogol. Porém se sentia bastante estranho, talvez seja a tal punição divina? Este pensamento o faria rir, Deus está morto, isto é certo.
O mesmo tratava de se sentar na cadeira de jantar, observando o acento em frente ao seu. Se perguntava ser uma vaga alucinação.. Um garoto estava alí. Mas ainda sim, comer em plena 00h?
Tudo bem que ele mesmo estava, mas ainda sim.. Um riso soprado escapa repentinamente. Seus olhos vinham a dar mais atenção ao menino. O conhecia? Definitivamente. Fyodor era sem dúvidas belo em sua visão, com uma aparência frágil.
Via mesmo beleza em alguém tão adoentado? Sua pele era um pouco amarelada devido sua anemia, tinha olhos cheios de orelhas. Seus lábios estavam tão ressecados, além do seu cheiro anormal de vodka. Talvez o odiasse internamente por ressuscitar Deus, acabando com sua chance de tornar de si um super homem. Talvez ideia era de fato frustrante.
Oh, dos-kun, não suportaria em lhe ver voando a sós. Porém tu suportaria em ver-me afundando em uma amargura e dor? Poderia lhe fazer esquecer a liberdade se me prometeres, de toda sua alma e ser, se prometesse ser completamente fiel.
Nikolai tampava a própria boca em um riso extravagante. Nunca foi próximo do mesmo, porém de que importa? Ainda poderia lhe direcionar todo seu ódio. O que impedirá? O mesmo Deus? Um pouco patético. Talvez soasse como mera e sutil carência.
Isso realmente importava? Não deveria dar atenção a um desconhecido, isto é certo.
Os devaneios soavam mais interessantes que a vivência e cortesia humana que tanto é estimada.
