A noite na Neo Química Arena estava carregada. O ar úmido pós-jogo contra o Peñarol pesava nos pulmões, mas para Yuri Alberto, o peso era físico, concentrado no peito que latejava sob o uniforme branco e preto.
Ysys tinha crescido. O orgulho de ser uma filhote "independente" na escola tinha custado caro ao conforto do pai. Sem a pequena para aliviar a produção constante de seu organismo ômega, Yuri vivia no limite. Ele sentia o tecido da camisa colado na pele, as auréolas marcadas pelo excesso de leite que insistia em vazar, ignorando qualquer absorvente de seio que ele tentasse usar.
No vestiário vazio, o silêncio era interrompido apenas pelo som do chuveiro distante. Yuri estava sentado no banco, a cabeça baixa, sentindo-se explodir. Foi quando a porta rangeu.
Diego entrou devagar. O jovem alfa tinha aquele brilho nos olhos que Yuri conhecia bem — uma mistura de instinto e curiosidade juvenil. Ele parou a poucos passos, o cheiro de alfa novo, meio amadeirado e ansioso, inundando o nariz de Yuri.
— Yuri... — Diego começou, a voz falhando. Ele olhou para o peito molhado do camisa 9 e engoliu em seco. — Tá doendo, né? Eu... eu posso ajudar.
Yuri soltou uma risada anasalada, carregada de cansaço.
— Nem ferrando, Diego. Vai pro banho. Eu me vira com a bomba de tirar leite em casa.
Diego não recuou. Ele fez aquela expressão de "cachorro que caiu da mudança", os olhos grandes e pidões, um bico quase imperceptível. O ômega dentro de Yuri, já instável pelo desequilíbrio hormonal, deu um solavanco. Aquele instinto de cuidar, de nutrir, reagiu de forma violenta. Yuri sentiu uma pontada na glândula odorífera e, num movimento impensado, puxou Diego pela gola da camisa de treino.
— Tá bom, porra. Mas não espalha — rosnou Yuri, a voz mais rouca que o normal.
Ele se encostou no armário, abrindo as pernas para dar espaço ao alfa. Com um movimento brusco, arrancou a camisa oficial, jogando-a de lado. Seus seios estavam fartos, as veias azuladas saltando sob a pele clara, os mamilos sensíveis e escuros apontando para frente, já gotejando o líquido esbranquiçado e denso.
Diego se ajoelhou entre as pernas dele como se estivesse diante de um altar. Ele hesitou um segundo antes de envolver o mamilo esquerdo com os lábios. O primeiro puxão fez Yuri arquear as costas, um gemido de alívio puro escapando de sua garganta.
— Isso... devagar, Diego — murmurou o ômega, as mãos enterradas nos cachos do mais novo, pressionando-o contra sua carne macia.
Enquanto Diego mamava com vontade, revezando entre um seio e outro com uma fome que beirava o desespero, suas mãos grandes desceram para o abdômen trincado de Yuri, sentindo a pele quente e suada. O alívio era imenso, mas a produção não parava. O corpo de Yuri era uma máquina biológica eficiente demais.
Quando Yuri tentou se afastar, sentindo que já tinha cedido o suficiente, Diego soltou um rosnado baixo, vibrando contra o peito dele.
— Mais. Ainda tá duro, Yuri. Quero mais.
— Não tem mais, moleque! — Yuri rosnou de volta, os olhos brilhando em um tom mais intenso. — Meu corpo não é torneira.
Diego limpou o canto da boca com o polegar, um sorriso ladino surgindo.
— Eu lembro das aulas, Yuri... — disse ele, a voz baixinha, perigosa. — Se o ômega ficar excitado, a circulação aumenta. O leite desce mais fácil. Mais volume.
Antes que Yuri pudesse processar, a mão de Diego já estava sobre o short térmico, buscando o volume entre as pernas do camisa 9. Yuri travou a mão dele na hora, o olhar dominante faiscando.
— Você quer continuar? — a voz de Yuri saiu baixa, autoritária, o tom de um ômega que sabia exatamente o poder que tinha. — Então pede. Com jeito. Me implora, Dieguinho.
Diego sentiu o peso daquela voz. O instinto de alfa dele vacilou diante da dominância natural de Yuri. Ele baixou a cabeça, a testa encostada no esterno do mais velho.
— Por favor, Yuri... deixa eu cuidar de você. Me deixa te tirar tudo. Por favor.
Yuri relaxou a mão, um sorriso vitorioso nos lábios.
— Assim melhorou. Vai.
Diego não perdeu tempo. Ele deslizou a mão por dentro do short, encontrando a entrada úmida e quente. Yuri não era um ômega comum; a anatomia completa permitia que ele gerasse e nutrisse como nenhum outro. Quando os dedos de Diego penetraram a fenda macia, Yuri soltou um suspiro longo, a cabeça caindo para trás, batendo no menos ptal do armário.
— Puta merda... — Yuri arquejou.
O alfa trabalhava em duas frentes agora. A boca sugava o bico do seio direito com força, enquanto os dedos faziam um trabalho rítmico e profundo dentro da vagina de Yuri. O ômega sentia o útero contrair, e como Diego previra, o leite começou a jorrar com mais força, molhando o rosto do alfa e escorrendo pelo peitoral de ambos.
O prazer era uma onda avassaladora. Yuri sentia os dedos de Diego atingindo o ponto certo, provocando espasmos que ele não conseguia controlar. O calor subia pelas coxas, a umidade aumentando a cada estocada manual.
— Diego... eu vou... — Yuri avisou, a voz falhando totalmente.
Com um último puxão mais forte no mamilo e uma pressão certeira dos dedos lá embaixo, Yuri descarregou. Não foi apenas um orgasmo comum; foi um squirt violento que encharcou o short de jogo e jorrou pelas pernas de Diego, misturando-se ao suor e ao leite que ainda pingava.
O vestiário parecia ter ficado sem oxigênio. Diego continuou ali por alguns segundos, arfando contra o colo de Yuri, sentindo as coxas do ômega tremerem contra seus ombros. Yuri, exausto e finalmente vazio, acariciou os cabelos de Diego com doçura.
— Pronto, bebezão. Agora chega. Vai tomar banho logo antes que o ônibus saia sem você.
Diego levantou o rosto, sujo de leite e com os lábios inchados, sorrindo como se tivesse ganhado a Champions League. Ele se levantou, meio tonto, e seguiu para o chuveiro.
O que nenhum dos dois percebeu foi a silhueta parada na fresta da porta entreaberta. Jesse Lingard estava estático. A respiração do inglês era pesada, curta. Ele sentia o sangue latejar violentamente em sua ereção, marcando a calça do agasalho de forma obscena. O cheiro de leite, sexo e feromônios ômega que saía daquela sala era quase insuportável para seus sentidos de alfa.
Ele viu Yuri se recompor, limpando o peito com uma toalha descartável com uma naturalidade que o deixou louco.
"My turn next," Jesse pensou, os olhos fixos na curva do pescoço de Yuri Alberto. *"Com certeza, eu sou o próximo."*
