O cheiro do lugar era estéril.
Quase limpo demais.
Um laboratório.
Havia tanques.
Vidros grossos.
Água parada.
E dentro deles… criaturas.
O primeiro jacaré era… dócil.
Ou pelo menos parecia.
Brincava.
Respondia.
Aceitava comida sem agressividade.
Até mordia, às vezes — mas sem intenção de ferir.
Era quase… domesticado.
O segundo já não escondia nada.
Um crocodilo.
Maior.
Mais atento.
Mais silencioso.
Eu e meu pai, Mark, observávamos.
Ele não interagia.
Não reagia.
Apenas… olhava.
Como se estivesse estudando a gente.
Como se já tivesse decidido algo.
Em certo momento, ele tentou avançar.
Nada direto.
Só o suficiente pra levantar a água.
Mas aquilo bastou.
Nós recuamos.
Fomos ao último.
E foi um erro.
O terceiro não parecia real.
Era grande demais.
Largo demais.
Errado demais.
Mal conseguimos vê-lo inteiro.
Quando nos aproximamos…
Ele avançou.
Sem aviso.
Sem hesitação.
Corremos.
Saímos do laboratório.
Fechamos tudo.
Tentando conter aquilo ali dentro.
Mas já era tarde.
Ele estava fora.
Diferente.
Mais agressivo.
Mais… consciente.
— Ele deixou ovos.
Meu pai disse.
Ele segurava algo pequeno.
Quase insignificante.
Um ovo.
Aberto.
Dentro… um filhote minúsculo se mexia.
Aquilo não era reprodução.
Era… multiplicação.
Nos preparamos.
Ou tentamos.
Armas não funcionariam.
O couro era grosso demais.
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Segunda Leva
ParanormalA contenção falhou... As balas são a resposta... Você já esteve aqui... Mas algo sempre muda E dessa vez você sentiu... era o começo da segunda leva
