Capítulo 1

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Naomi

Eu tive uma infância bem traumática...

21:50 PM

(Pai)_ Por que você ainda não foi lavar a porra da louça?! - Ele grita ao me ver sentada no chão da sala comendo.

_ Eu.. eu estava comendo papai, me desculpe! Eu vou agora! - Me levanto e corro em direção a cozinha.

Antes que eu pudesse passar por ele, sinto seus dedos entrelaçarem no meu cabelo.

(Pai)_ Eu vou te ensinar a fazer as coisas na hora em que eu mandar! - Ele começa a má arrastar pelos cabelos, mas um barulho na porta dos fundos chama sua atenção.

Aproveito sua distração e corro, subindo as escadas. Assim que chego no mezanino veja a sena mais traumática e libertadora da minha vida: Um garoto, de aproximadamente 13 anos, matando o meu pai com uma catana.

Tampo minha boca para não fazer barulho e ando silenciosamente até o meu quarto, logo depois saio pela janela. Quando me vejo livre do perigo corro até a saída do clã e me escondo atrás de uma árvore.

Encosto as costas no troco grosso da árvore e tento regular minha respiração ofegante, mas volto a prende-la ao ouvir passos lentos e leves ecoarem no silencio da noite. Meu corpo congela e me coração martela contra o peito com fúria. Mas o apse foi quando ouvi os passos se aproximarem em uma lentidão torturante até que a figura do menino que vi mais cedo surgiu em meio a sombra da árvore. Ele segurava a catana com firmeza, mas eu pude ver o cansaço físico e mental por trás de seus olhos. O sangue escorria pela lâmina de sua catana e pingava no chão em um baque surdo.

_ Obrigada... - Sussurro. - Obrigada por me livrar deles...

Por um segundo a postura do garoto a minha frente vacilou. Ele afrouxou o aperto na catana e a guardou no suporte em suas costas. O mesmo se abaixou, e me olhando nos olhos disse:

Garoto_ Não me agradeça por ser um assassino. Corra e sobreviva, mas nunca conte a ninguém que te deixei viver! - Ele se levanta e vira de costas.

Antes que ele pudesse dar o primeiro passo eu segurei a sua mão.

_ Me leva com você... Eu prometo que não vou atrapalhar! É que, eu tenho medo de ficar sozinha...

Senti o corpo dele tensionar no exato segundo e que minha voz chegou ao seus ouvidos. Ouvi ele suspirar, como se estivesse lutando contra si mesmo. Foi aí que ele se virou, me encarando com uma intensidade que não existia a segundos atrás.

Garoto_ O caminho para onde eu vou não tem luz, Naomi - ele disse, a voz baixa como o vento entre as folhas. - Se você vier comigo agora, as sombras vão te engolir antes que você possa crescer.

Finalmente levantei-me do chão, o encarando nós olhos. No mar vermelho de seu Sharingan, em um lugar escondido, eu pude ver que ele carregava a mesma solidão que a minha.

_ Por que você insiste em se torturar sozinho? - Pergunto ainda segurando sua mão. - Eu não tenho medo do escuro... Dês de que eu não esteja sozinha. Por favor, me deixe ir com você, a gente pode enfrentar essa escuridão juntos!

Garoto_Se eu te levar, você será caçada. O mundo vai olhar para você e ver apenas um monstro ao lado de outro. Eu não posso permitir que sua liberdade custe a sua alma.

_ Eu não me importo! Eu não me importo com que o outros vão dizer! Ninguém se importou comigo quando eu estava presa naquele a sozinha e machucada... Se eles me acharem um mostro por ficar do lado da única pessoa que me libertou, que achem! Eu posso ficar forte, eu posso te ajudar! Você não precisa enfrentar isso sozinho! E eu... Eu não quero ficar aqui sozinha.

Ele apertou a minha mão com força, como se estivesse tentando se manter sã.

Garoto_ Então que assim seja - ele sussurrou, a voz carregada de um peso que misturava alívio e condenação.

O garoto não soltou a minha mão. Em vez disso, ele puxou-me para mais perto, o suficiente para que eu sentisse o cheiro de metal e corvos que sempre o acompanhava.

Garoto_ Se você vier, não haverá redenção. O mundo será seu inimigo, e eu serei o único em quem poderá confiar. Você entende o que isso significa, Naomi?

_ Sim, eu entendo! Eu prometo que eu nunca vou me arrepender dessa escolha! E você sabe que Uchihas não quebram suas promessas.

Garoto_ Então, vamos - ele disse, a voz finalmente aceitando o destino.

Eu e você contra o mundoHistorias para obsesionarse. Descúbrelo ahora