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Ela sempre soube exatamente o que dizer.

Quando alguém estava triste, ela escrevia as palavras certas.

Quando alguém se apaixonava, ela criava declarações perfeitas.

Cartas, textos, mensagens… tudo que saía dela fazia o amor parecer intenso, verdadeiro, quase mágico.

As pessoas diziam:
“Você ama de um jeito tão lindo.”
Mas ela nunca respondeu.
Porque, no fundo…
ela não sentia que aquele amor era dela.

Ela começa a se envolver com alguém.
Alguém que parece ser o “romance perfeito”, atento, carinhoso, quase como se tivesse saído dos textos que ela mesma escreve.

E por um momento…
ela acredita.

Acredita que, finalmente, aquela história bonita também é pra ela.

Mas tem algo errado.
Mesmo vivendo tudo aquilo, ela sente como se estivesse assistindo de fora.
Como se estivesse apenas… interpretando.

Até que ela percebe:
Tudo que ela escreve sobre amor…
acontece na vida das outras pessoas.
Mas nunca na dela.

E pior:
as palavras que ela escreve começam a moldar a realidade dos outros, como se ela estivesse criando histórias… que só os outros podem viver.

Enquanto isso, o romance dela começa a falhar.

Pequenos detalhes quebram a “perfeição”.

O jeito dele muda. As frases parecem ensaiadas.

Como se nem aquilo fosse real.
E então vem a dúvida que quebra tudo:
“E se eu fui feita pra escrever histórias de amor… mas não pra viver nenhuma?”

Isso tudo andava acontecendo, até ela encontrar uma certa pessoa...ou melhor alguém que mudaria o futuro de Ayla.

Erro de Roteiro Stories to obsess over. Discover now