Prólogo 📖🎶

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I've got a figure like a pin-up
Got a figure like a doll
Don't care if you think i'm dumb
I'dont care at all
Candy bear, sweet pie
I wanna be adored
I'm the girl you'd die for
I'll chew you up and i'll spit you out
'Cause that's what young love is all about
So pull me closer and kiss me hard
I'm gonna pop your bubblegum heart

A música que tocava no meu fone antes de ser interrompida por batidas fortes na porta, seguidas de gritos

- LAÍS PORRA! - Minha mãe gritou
- JÁ VAI!

Fui correndo abrir a porta, minha mãe estava parada carregando uma mala, entrou no meu quarto já olhando ao redor.

- O que você tá fazendo?! Não respondeu quando eu te chamei
- Eu tava ouvindo música
- Já arrumou suas coisas?
- Já... - Afirmei com receio.

Nós estavamos nos mudando temporariamente para a casa da tia Cecília, não é irmã da minha mãe de verdade mas enfim, elas são praticamente melhores amigas e eu considero ela como uma segunda mãe.
Minha mãe entrou com os papéis de divórcio, e iriamos ficar lá até ela comprar uma casa nova, mas elas gostam muito da companhia uma da outra, então vão enrolar pra caramba pra se mudar de novo.

Eu gosto da tia Cecília e do marido dela, mas, infelizmente eles tiveram o satanás no lugar de uma criança, o Victor. Sobre o divórcio do meu pai e da minha mãe, não me afetou muito, o que eu mais queria é que eles parassem de brigar, e com essa separação, eu fico do lado da minha mãe. No início do ano, eu fui transferida pra uma escola nova, uma amiga do jardim de infância que eu não via há séculos estuda lá, então não foi difícil me enturmar, apenas entrei no grupinho dela e sou até que popular, minha turma é harmônica e todos se entendem bem, não temos problemas com bullying, acho que deve ser a única sala que todos se entendem, o Igor estuda lá e o inferno só piorou, não gosto de imaginar o que poderia acontecer comigo morando na mesma casa que ele.

Sem mais demora, peguei minhas malas e botei o celular no bolso, fui pra sala onde minha irmã, Catarina, estava, rabiscando alguma coisa no caderno, sentei ao seu lado e puxei assunto

- O que você tá fazendo?
- Só desenhando, pra passar o tempo, eu tô bem ansiosa
- Eu não... - desviei o olhar
- Seja sincera comigo, o que ele fez pra você? - Ela se virou pra mim
- Nasceu - ela me deu um tapa fraco no ombro, sorri, então completei - Ahh, nunca ouviu falar de ranço não? Eu só não gosto dele
- Sei... - Ela voltou a desenhar

Meu pai entrou pela porta da frente, ele parecia triste, eu evitei pensar nele todo esse tempo, a decepção de perder as filhas, eu não queria magoa-lo, isso me deixava triste

- Graças a Deus cheguei a tempo - Ele foi correndo nos abraçar, nós retribuímos e ele nos encheu de beijos

- Por favor, não deixem de me ligar caso qualquer coisa acontecer - Minha mãe provavelmente ouviu a voz dele e veio correndo

- Nós já estamos indo. - Ela disse em um tom frio, com um olhar de desgosto pro meu pai

- É uma pena - Ele tentou esconder a tristeza em sua voz, tentou retribuir a frieza da mamãe

Eles ficaram em silêncio se encarando, eles são tão imaturos, é claro que eles se amam. Tentei quebrar o clima antes deles se abraçarem e pedirem perdão, isso é mais improvável do que das outras vezes, já foi longe demais.

- Então... Vamos? - Lá no fundo, eu quero que eles voltem a se entender, mas isso não vai acontecer, foi preciso, isso tirou minha mãe do transe e finalmente fomos embora depois de nos despedir.

Mafioso cadeiranteWhere stories live. Discover now