O mundo do rock nos anos 80 é cenário de guerra. Discussões protagonizadas por celebridades descontroladas, brigas internas frequentes, e até indiretas midiaticas. Tudo isso faz parte do cotidiano de Max Verstappen, o guitarrista de uma das bandas d...
ATENÇÃO: Essa história faz menção explícita a uso de substâncias ilícitas, drogas e álcool. Se for tópico sensível por favor não leia.
¡Ay! Esta imagen no sigue nuestras pautas de contenido. Para continuar la publicación, intente quitarla o subir otra.
Charles Leclerc é ousado.
Seus figurinos tem apenas um propósito: causar desconforto. No auge dos anos 80, onde a juventude rebelde busca a qualquer custo fugir das normas impostas pela sociedade, o desconforto se tornou norma padrão, e Charles não escaparia dela, na verdade ele seria tão ousado a ponto de deixar até os mais extremistas desconfortáveis.
Ele usa shorts curtos com menos de 50 centímetros em seus shows, nenhuma camisa fechada e no máximo uma jaqueta de plumas ou couro para sustentar seu estilo. Também ama calças de couro apertadas de um jeito proposital para que deixe suas coxas marcadas, um chapéu que imita os militares russos da década de 40. E o principal, ele nunca está de camisa, e o máximo que esconde seu abdômen definido de seus 26 anos, são colares que compõem seu visual ousado.
Mas aliás, quem é Charles Leclerc? E por que é de interesse jornalístico suas performances e o desconforto que ele causa ao se vestir assim publicamente em shows?
Bom, Charles não é nada mais que o vocalista da banda de hard rock mais famosa dos anos 80: Rádio Hearts. E por mais que seja protagonista de mais polêmicas que shows, ele ainda é impressionante segundo a critica. Seu vocal, sua genialidade apontada pela mídia, e sua revolução no mundo do rock. Mesmo assim, ele não era um ser humano agradável, e o público precisou aprender a separar sua música de sua pessoa para admirar seu trabalho.
Do outro lado temos Max, Max Verstappen, que não é tão diferente de Charles, na verdade ele é mais pacato, menos exuberante e ousado, mas ambicioso igual.
Max também é vocalista de uma banda, mas por obrigação, pois o que mais ama é ser guitarrista. Mas ele, diferente de Charles, não é genial segundo os críticos, não é impressionante, ele é só mais um dos artistas dos anos 80 que se envolvem demais com o álcool e deixam isso como único legado ou característica a ser lembrada quando mencionam seu nome.
Mas no fundo Max era tão extraordinário quando Charles, se não mais, mas as circunstâncias não favoreciam Max de jeito nenhum.
Mesmo assim, ele amava tocar, e depois de anos de humilhação ele enfim conseguiu o sucesso desejado ao criar sua própria banda, a Radioactive Red. Mas na boca do povo existia o nome apenas de uma banda, a Rádio Hearts, e claro, Charles Leclerc.
Era véspera do Monsters of Rock em 1988, um dos eventos de rock mais tradicionais que acontecia no Donington Park, Inglaterra.
Max estava animado, óbvio que a essa altura sua banda já era mundialmente conhecida, mas o que o incomodava é que ele sabia que a Rádio Hearts tocaria não só no mesmo dia que eles, como no mesmo palco.
– Max, eu ouvi que você realmente gosta de Rádio Hearts. – O apresentador de um programa inglês perguntou ao guitarrista que até então estava meio avoado no sofá do estúdio.