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O peão (capítulo único)

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"Um dia, um coração de um humano será roubado por um dragão, e nesse momento começará a nova era das lendárias criaturas aladas. E apenas o próprio renascido terá a permissão de acabar com isso, lutando contra aquele quem lídera os outros dragões e o próprio ladrão de seu coração..."

Todos os prisioneiros haviam sido libertos do covil.
Goblins, ciclopes, as feras gêmea: Manticora e Chimera, todos mortos.

O dragão que dormia calmamente sentiu isso. Ainda de olhos fechados, soltou um bufo ardente.
A enorme ravina estava silenciosa, apenas sendo possível ouvir passos baixos vindos da entrada. Quando chegaram próximos a área do dragão, no mesmo instante sem nem mesmo se levantar, ele apenas ergueu o pescoço, abriu seus grandes olhos vermelhos e soltou uma rajada de chamas em direção ao corredor escuro de pedras.

A rajada durou por um bom tempo até o dragão cessar o fogo. A criatura estreitou os olhos e murmurou um rugido interno ao ver que a sombra no fundo do corredor permanecia em pé.

- Um escudo de Mana. Este que veio até mim desta vez seria um bruxo ou um feiticeiro? - O dragão comentou em voz alta.

A figura que estava banhado em sombras retirou uma espada da cintura, com uma lâmina com diversas curvaturas, com uma aparência que havia sido retirada direto de um pesadelo.

- Hmmm. Me enganei. Um cavaleiro mágico. Não é comum de se ver. - O dragão se sentou com o peito estufado - Treinar o corpo para empunhar suas ferramentas e treinar a sua mente e alma para usar sua mana interna para magias não é nada fácil. Agora veremos se isso tudo é dedicação real ou apenas uma tentativa falha de ser algo reconhecido. Independente de qual seja a sua classe, ele é o primeiro a chegar até aqui.

A pequena figura humana, diante o dragão, andou calmamente em direção a criatura, o andar se tornou aos poucos uma caminhada rápida, e a caminhada rápida se tornou um avanço violento, arrastando sua espada no chão que levantava areia para cima por onde a lâmina cortava.
A um passo de botar as caras na luz, ele estocou o ar com sua arma, fazendo a areia avançar a sua frente e seguir, como se fosse um enorme escudo protetor que acompanhava cada passo do cavaleiro mágico.

A nuvem furiosa entrou na área do dragão, e logo foi respondida pelo mesmo.

- Areia é areia. - Murmurou.

O monstro apenas desceu sua enorme pata pesada em cima da nuvem de areia, como se estivesse esmagando um inseto insignificante.

Mas nada. Ele levantou sua pata, nenhum sinal do humano.

Quando o dragão menos esperava, ele recebeu uma rajada de cortes lançadas a distância da direita, todos atingindo parte de sua face.
O criatura olhou direto em direção dos tiros.

O homem estava com a espada brilhando em branco, a própria que fez os tiros de mana.

- Chamar a minha atenção com uma nuvem de areia? - Ele passou sua pata em seu rosto, limpando os pequenos cortes feitos em seu rosto. - Alguém que veio com táticas inteligentes? finalmente...

O homem franziu as sobrancelhas. Ele cortou o ar soltando outro ataque a distância com sua espada, e logo em seguida deu um pulo extremamente alto.

O dragão recebeu o corte como se não fosse nada. Levantando suas garras nefastas, prontas para agarrar o cavaleiro no ar, os pés do homem no mesmo momento brilharam, dando a ele um impulso, como se tivesse dado um segundo salto ainda no ar.

Ainda no céu, ele refez a sua magia de impulso nos pés, dando um salto de cima para baixo, caindo girando, como se fosse esfolar o monstro como uma furadeira.

A criatura se ergueu, pronto para revidar, mas algo o chamou atenção.
O golpe pegou em cheio em sua testa, uma ferida profunda, mas não crítica o suficiente.
O cavaleiro com a espada cravada na testa do dragão, retirou, e rapidamente pulou para de volta ao chão, e prontamente já estava em pose de luta novamente.

Sem heróis.Stories to obsess over. Discover now