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Dauði.

Boston | 31th march, 1766.

Eu me chamo Khalissa Dauðadóttir.
Um nome atualmente...
Incomum.
De certa forma, eu não julgo, pois quando nasci também foi estranhado.

Parece um tempo exorbitantemente longo quando olho para onde estou agora.

Longe de casa, longe da minha família, se é que posso chamar assim...
Longe de Lissandra.
Longe de Erik.
Longe de Khal, eu agradeço por isso.

Há cerca de 970 anos meu povo tomou conta do Norte.
E há 952 anos, eu nasci.

Filha primogênita de Khal Jarl.
Ou como costumava ser chamado, Khal inn grimmi.

Quando eu nasci, ele danou-se a deitar-se com outras diferentes da minha mãe.
Deitava-se até mesmo com uma cabra se fosse ela a aceitá-lo.

Antes de mim, minha mãe quase deu a luz a três meninos.
Todos morreram durante o parto, ou antes mesmo dele.

Khal, quando me viu, deleitou-se em hidromel e gritou aos sete que eu era Khalissa, a filha da morte.

Mal sabia meu pai, mas aquele ato de um rei bêbado condenaria uma criança.

Ao contrário de tudo que conhecíamos, meu pai não me deu seu nome, não me permitiu ser chamada de Filha de Khal.
Ele preferiu me chamar de Khalissa, uma junção do seu nome e Lissandra, o nome da minha falecida mãe.
E como sobrenome, me amaldiçoou como Dauðadóttir.

Na língua comum que conhecemos atualmente, eu sou Khalissa, a filha da morte.

Em meu nascimento não houve festança, houve um enterro, a mulher que ajudou minha mãe a parir sua primogênita e única filha viva, assim que tocou minha pele, sentiu a morte invadir suas veias.

Apenas uma criança, amaldiçoada pelas palavras de um rei tolo, cruel e bêbado.

Mas pelo contrário do que muitos pensam, eu não era como meu pai.
Eu sempre fui muito pior.

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⏰ Last updated: Aug 11 ⏰

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DAUÐA EITR | Veneno da morte.Stories to obsess over. Discover now