Te amar é como pedir ao vento que fique,
como segurar a maré no instante em que ela foge,
Dizem que é impossível,
que somos como rios em sentidos opostos,
condenados a nunca nos encontrar.
Mas até os rios, às vezes, transbordam,
e reinventam seus caminhos.
Eu te amo como o mar ama a lua
de longe, em silêncio,
sabendo que nunca poderá tocá-la,
mas ainda assim se move,
se agita,
se transforma... só por ela existir.
E se for para não dar certo,
que seja como o relâmpago:
breve, impossível de segurar,
mas capaz de iluminar o céu inteiro
em um único segundo.
Porque no fundo,
mesmo sabendo que não consigo,
eu ainda espero
como a terra seca espera a chuva,
sem garantias...
mas cheia de fé.
Alex Wenceslau Borges Junior
