CAPÍTULO UM

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Pedalava freneticamente na minha nova bicicleta ergometrica, enquanto observava o campus pela janela do dormitório, já tinha se passado mais de uma hora de cardio e eu simplismente não conseguia parar. 

Não achava suficiente, não achava nada suficiente na minha recuperação, eu estava na faculdade dos meus sonhos em Boston, com meus amigos, e eu ia jogar futebol, algo que parecia irreal tinha se tornado um sonho para mim e o meu acidente, o acidente que me causaram não ia arrancar isso de mim. 

- Você vai arrancar os pedais dessa coisa - disse Rachel, minha melhor amiga e colega de quarto, ao desligar minha música. 

- E aliás - continuou ela - Coldplay para se exercitar? - ela ergeu a sobrancelha preenchia para mim - Desce dai. 

Ela me puxou dá bicicleta, eu mal conseguia sentir minhas pernas.

- Violet, você vai arrasar, eu estava no seu teste no ensino médio, lembra? Você mal queria estar lá e se tornou a melhor de todas. 

- Você é a melhor de todas, Rachel - ela jogou os cabelos para trás e fez cara de deboche.

- Eu sei que eu já entrei aqui jogando, mas você tem que se lembrar por tudo que passou, você venceu, está aqui, está linda e fedendo, vai tomar um banho, você prometeu de encontrarmos os meninos para um café. 

Apenas concordei com ela e fui tomar banho. Tive a impressão que senti minha cabeça doer, mas não sabia mais quando era dor e quando era trauma. 

- Eu não sou o meu trauma - repeti para mim mesma, enquanto a agua escorria pelo meu corpo. 

No fim da tarde, estavamos Rachel, Pietro, Bucky e eu, tomando cafés superfaturados enquanto conversavamos sobre nossas primeiras semanas no campus. 

- Aquela professora vai ferrar com você cara - disse Bucky dando um aperto no ombro de Pietro, enquanto ria. 

Era tudo ótimo, mas faltava alguém ali. 

A noite depois de estudar, fui para o meu quarto. Matteo e eu conversavamos remotamente enquanto jogavamos Fortinite. 

- É isso ai, amor, mais uma vitória para conta - falou ele animado - Vou desligar e te ligar de video pelo celular. 

- Por favor, gatinho! 

Ele estava lindo como sempre, na verdade, até um pouco mais, o cabelo cresceu um pouco e seu peitoral e abdomem cada vez mais definidos.

- Está me comento com os olhos, Violet. 

Sorri de vergonha, eu sabia que isso divertia ele.

Primeiro a conversa séria, depois o flerte. 

- Estou nervosa com o teste amanhã.

- Essa vaga já é sua, gata, você está bem, se exercitando, sem crises, Violet, acabou e agora temos tudo pela frente. 

- Queria você aqui, Matteo! 

- Não há nada no mundo que eu queira mais - disse ele de forma carinhosa. 

Fiquei parada olhando ele deitado através do celular e ele começou a desconfiar do meu silêncio. 

- O que você quer fazer? - disse ele arrumando a postura. 

- Relaxar para amanhã. 

Ele começou a rir, todo animado. 

- Sua safada.

Coloquei a mão no peito como se estivesse ofendida. 

- Seu pedido é uma ordem, minha princesa. 

Depois disso não houveram mais palavras doces, logo havia um Matteo completamente nu na tela do meu celular, massageando o pau, enquanto me olhava de forma selvagem. 

Do meu lado da tela não era diferente, me satisfazia revezando entre enfiar dois dedos e massagar o clitoris. 

Aquela era a segunda vez que faziamos algo do tipo e dessa vez já estavamos bem mais confortavéis com a ideia. 

Quando ele disse com a voz rouca e fraca que sabia que eu ia gozar, eu joguei a cabeça para traz e deixei os movimentos mais rápidos, quando ouvi o gemido feroz dele depois uma respiração pesada sabia que ele tinha gozado e bem, eu também. 

Cansada, suada, satisfeita, porém agora era o momento que eu queria ficara abraçada com meu namorado. 

Ficamos em ligação até cair no sono, como acontecia muitas vezes, ninguém nunca queria desligar, era fofo. 

No dia seguinte passei no meu café preferido do campus para pegar um café com leite e dois bolinhos. E fui andando, antes do campo de futebol, era o de futebol americano, parei perto dos bancos e ja via meus amigos virem em minha direção pegar os bolinhos. 

Ele me deram beijos na bochecha ao mesmo tempo. 

- Quebra tudo hoje! - falou Pietro e Bucky acompanhou.

- Essa vaga já é sua. 

Todo o time deu um tchauzinho para mim como já tinha acontecido algumas vezes, apenas para irritar os meninos. 

Assim que afastei um pouco do campo para ir em direção ao outro, senti minha cabeça doer, me encostei em não sei nem o que, uma parede ou uma grade. Então senti meu peito doer, e eu sabia que era um ataque de panico. 

Não encontrava meu ar, não ouvia ou falava nada, tudo parecia girar até que alguém disse algo. 

- Eu vejo uma garota, um céu azul, um campo de futebol, um banco  e uma lixeira. 

Até então eu olhava para os meu pés, então passei a olhar para o dono da voz. 

- Eu consigo pegar na minha jaqueta, meu celular , na minha bolsa esportiva e - ele passou a mão pelos cabelos castanhos, volumosos e ondulados, de tamanho médio - e meu cabelo macio que acabei de lavar - ele deu um sorrisinho de canto. 

- Eu posso ouvir os treinos, posso ouvir a música no meu fone e a sua respiração.

Só conseguia olhar para ele, entendendo o que ele fazia, seu jeito amigavél e realmente aquele panico ia se afastando a cada coisa que ele falava e eu prestava atenção. 

Eu podia ver ele, seu cabelo castanho, seu maxilar definido, seu sorriso aberto, seus olhos expressivos e escuros e sua jaqueta do time. 

- Sinto cheiro de grama molhada e com todo respeito, o cheiro do seu perfume floral.

Antes que ele falasse eu completei. 

- Café, sinto gosto de café. - ele sorriu.

Arrumei minha postura. 

- Muito obrigada, por isso, eu tenho um - já ia tagarelar como de costume quando meu relógio apitou - Um teste importante - falei agoniada e sai correndo e gritei - Obrigada, moço.

O teste, finalmente o teste, Rachel havia me tranquilizado no vestiário, e agora eu estava no camoi, com o colete preto e branco, cores da universidade, "logo sera um uniforme", pensei. 

Comecei com corrida normal e com alguns obstaculos, flexões e abdmoniais, tudo certo. Antes da partida, havia os penaltis, e por mais que eu estivesse cansada, suando frio e com dor na barriga eu não errei nenhum. 

Rachel a todo momento tentava conter a empolgação. 

Durante a partida de tempo reduzido eu fui muito bem e quando acabou e eu estava no banco bebendo água a treinadora chegou com uma camiseta. 

- Falta só colocar seu nome, Mikelson. 

Jurava que Rachel ia desmaiar quando a técnica jogou a camiseta para mim de forma simbólica. 

Na mesma hora vesti ela e mandei uma foto para o Matteo e digitei:

Agora temos tudo pela frente.

INIMIGOS DECLARADOS - LIVRO 2 Where stories live. Discover now