Capítulo único.

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Hehe, mais uma One Shot das minhas mães ryuryeong. 

O conteúdo é explícito! Se não gostar, não leia!

Boa leitura!

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Dia 21 de julho. No calendário de qualquer um no círculo social daquelas garotas, aquela data não era apenas um número; era um evento gravitacional. Significava o aniversário de Choi Jisu, ou Lia, como o mundo a conhecia. Chaeryeong e Lia compartilhavam uma amizade que já sobrevivia a sete anos de confidências e crises. Lia era o tipo de garota que parecia ter sido esculpida em luz e caos; extrovertida e dona de uma mente que operava em frequências de ideias mirabolantes. Era óbvio que a Choi jamais permitiria que seu aniversário fosse algo discreto.

Ryujin jogou-se no banco do motorista, o couro do carro rangendo sob o peso de sua jaqueta escura. Ela conferiu o endereço no GPS uma última vez, as sobrancelhas arqueadas em um misto de ceticismo e admiração.

— Aquela balada é cara pra caramba, Chae. De onde a sua amiga tirou tanto dinheiro assim para fechar o lugar por uma noite inteira? — Ryujin perguntou, girando a chave na ignição enquanto o motor roncava baixo, preenchendo o silêncio da garagem.

Chaeryeong, que terminava de ajustar o brinco no espelho do quebra-sol, soltou um riso suave, aquele som melódico que sempre desarmava Ryujin. Ela puxou o cinto de segurança com uma elegância natural e rebateu:

— Você sabe, amor. A última coisa nessa vida que a Lia tem que se preocupar é com dinheiro. A família Choi não joga para perder. — Ela se virou para a namorada, os olhos brilhando com a antecipação da festa. — Mas pensa pelo lado positivo: o sistema de som é de última geração, a carta de drinks é impecável e vai ter música boa. Vai ser divertido, Ryuddaeng. Prometo.

Ryujin soltou uma lufada de ar, engatando a marcha e começando a manobrar para fora. Ela olhou de soslaio para Chaeryeong, notando como a saia e o top da Lee estavam glamurosos em seu corpo. Havia um desafio silencioso no ar.

— Diversão para a Lia geralmente envolve a gente saindo de lá às seis da manhã com os ouvidos zumbindo e você tentando me convencer de que "só mais uma rodada" não faz mal. — Ryujin provocou, um sorriso de canto surgindo em seus lábios. — Quero ver você sustentar esse ânimo e esse salto alto até o fim da noite, gatinha.

Chaeryeong apenas inclinou a cabeça, apoiando o queixo na mão enquanto observava o perfil focado de Ryujin ao dirigir.

— Eu só espero que a Lia não tenha inventado nenhum "dress code" temático de última hora. Da última vez, eu quase tive que usar uma peruca neon porque ela decidiu que a festa era inspirada nos anos 80 faltando duas horas para o evento.

Chaeryeong soltou uma risada melodiosa, ajustando a alça do seu vestido de seda que insistia em escorregar pelo ombro.

— Relaxa, Ryuddaeng. Hoje o tema é apenas "Choi Jisu". O que significa que o único código de vestimenta é estar impecável e pronta para beber o que ela mandar. Além disso... — Chaeryeong inclinou-se um pouco mais para o lado de Ryujin, o perfume floral e sofisticado preenchendo o espaço entre as duas. — Você fica maravilhosa de qualquer jeito. Até com peruca neon.

Ryujin deu um sorriso de canto, sentindo o rosto esquentar levemente, um efeito que só Chaeryeong conseguia causar com tanta facilidade.

— Você diz isso porque não era você quem parecia um marcador de texto gigante nas fotos. Mas sério, sete anos de amizade... como é que vocês ainda não se cansaram uma da outra? Sete anos é tempo suficiente para saber até os podres mais profundos.

Jack Apple (Ryuryeong)Where stories live. Discover now