Kaila sempre soube que algumas linhas nunca deveriam ser cruzadas. A regra número um na sua casa era clara: os amigos de seu irmão, Gabriel, eram como parte da família - e, portanto, estavam totalmente fora de questão. Principalmente Leo.
Kaila: O cheiro era a primeira coisa que eu notava. Não o cheiro habitual de café passado e torradas da minha mãe, mas algo diferente. Algo que misturava o aroma terroso do pinho de uma colônia masculina cara com o cheiro reconfortante, porém intenso, de panquecas de chocolates queimando ligeiramente.
Eu estava com o rosto enfiado no travesseiro, tentando ignorar a realidade do sol que batia na minha janela e a música alta que vinha do andar de baixo. A música eu conhecia bem; era a trilha sonora de todos os sábados de manhã do meu irmão mais velho, Gabriel. Ele e sua obsessão por rock indie. Mas o cheiro... o cheiro era novo. E definitivamente não vinha do Gabriel. O Gabriel mal sabia fritar um ovo sem atear fogo na cozinha.
Lutei contra a vontade de ficar na cama o dia todo, uma promessa que eu fiz depois de passar a semana inteira estudando para os exames finais da faculdade. Mas a curiosidade e a fome foram mais fortes. Arrastei-me para fora da cama, vestindo a o minha blusinha mais confortável e coloquei meu short, porque, honestamente, é a minha "armadura de sábado". Prendi meu cabelo bagunçado em um coque alto e, ainda tonta de sono, desci as escadas.
A roupa de Kaila 👇🏻👇🏻
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