01 - A árvore de prata.

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...

Eu me vi preso em um tormento desesperador. Não havia mais nada que eu pudesse fazer antes que meu destino fosse selado para sempre.

As correntes frias e metálicas se fecharam contra minha pele azul sensível, apertando cada vez mais, como se quisessem me lembrar que não havia fuga.

Não havia mais nada que eu pudesse fazer.

Oh... Então é assim que tudo chega ao fim? Hm, pensei que iriam aniquilar a minha existência.

É como diz o ditado popular "quem erra uma, erra duas". Esse ditado também se aplica a mim, não é? Heh...

Os sons do lado de fora da árvore desapareciam pouco a pouco. Vozes, passos, até mesmo o vento entre as folhas... tudo se dissolvia lentamente.

Em pouco tempo, restaria apenas eu.
Eu... e o silêncio eterno.

Não me restavam dúvidas, todas as outras bestas já tinham tido suas vidas esvaziadas... Será que realmente valeu a pena confiarmos na Dark Enchantress Cookie? A visão distorcida do mundo dela parecia ser tão... Encorajadora.

Mas ao mesmo tempo... Tão deplorável.

Do que adiantaria matar todos para criar uma nova sociedade de Cookies? Em algum momento, seu reinado de ditadura iria cair por terra, e isso, não sou eu quem digo.

Antes que eu pudesse ter mais algum pensamento crítico, senti os galhos da árvore criarem espinhos e perfurar a minha pele delicada.

- Ugh! Tomem cuidado! Não é porque vocês estão me condenando uma vida inteira preso que isso significa que a minha vida vale menos, seus traiçoeiros! - Gritei enquanto me balançava, péssima ideia.

Os espinhos se afundaram cada vez mais sobre a minha pele, eu não só estava destinado a ficar preso, eu também estava destinado a viver com dor em me mexer até que a minha pele criasse cicatrizes em volta dos espinhos, me fazendo fundir com eles.

Não...

Por que eu estou aceitando o meu fim?! Por quê?!

Senti minha própria magia pulsar de forma irregular, como se até ela estivesse hesitando. - Hah... então até você pretende me abandonar? - murmurei, com um riso fraco no rosto.

Cerrei meus pulsos e tentei me concentrar... A árvore não estava totalmente fechada.

Eu ainda tenho uma chance... EU PRECISO ME AGARRAR A ESSA CHANCE.

Eu forcei, ignorando o limite do meu próprio corpo.

Os espinhos se afundaram ainda mais, rasgando minha pele como se quisessem me punir pela ousadia.

- Hahaha... A dor não é importante o suficiente, não para me impedir de conquistar a MINHA liberdade! EU MEREÇO LIBERDADE! - Minha própria voz ecoou contra o interior da árvore... distorcida, quebrada.

Por um instante... Pareceu que nem ela me reconhecia, minha própria voz era apenas um eco estourado, um efeito da minha loucura desenfreada.

- Liberdade...? - murmurei, rindo baixo. - Depois de tudo... agora eu me importo com isso? HA! Muito patético da minha parte.

A magia voltou a pulsar, mais forte, mais instável. As correntes vibraram ao redor dos meus braços, como se respondessem àquilo... como se tentassem me conter antes mesmo que eu pudesse agir.

- Vocês também...? - rosnei, puxando os braços com força. O metal afundou ainda mais contra minha pele, esmagando, cortando... Aquilo doeu... Mais do que eu permitiria reconhecer. - Então segurem.

Minha redenção. - Shadowvanilla.Des histoires addictives. Découvrez maintenant