Entrelaçados pela presença no mesmo largo,
é uma realidade consumida por um sentimento amargo.
Sou como uma marioneta entre caminhos talhados.
Questiono-me: se os olhares pudessem falar,
gritariam eles o quanto me és familiar?
Deixar-me-iam indefesa perante as consequências da insanidade?
O tempo é a insanidade de um momento,
a profecia da contemplação, o rasgar da revelação.
Saberia eu tolerar o preço da libertação?
Tu, que caminhas pelos labirintos do mistério,
gritariam os teus olhos que te reservas,
perante o teu mundo artério?
Gritariam eles, que és dono do teu império?
Mas será que, sem fugir,
aceitarias a tua pulsação como facto,
para que a coragem reinventasse o teu pacto?
Quantos segundos suportam a insanidade, e quantos segundos se escondem na insanidade?
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Labirintos
PoetryPelos labirintos do mistério tudo é possível: talvez a insanidade no olhar de um momento que grita urgência.
