Genteee, primeira fanfic, bidoniele logo, esses querido aí, boa leitura pra vcs!
Caso alguém perceba, já postei essa fic no Spirit.
Beijão para vocês e perdoem os erros!!
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O árbitro apita o fim de jogo, perderam de dois a um contra o Bahia de virada, logo na estreia do campeonato brasileiro. Não era o resultado que queriam, mas ainda era início de temporada, ainda têm muito o que aprimorar, e no domingo, decisão da Supercopa, então não tinham tempo para ficar remoendo maus resultados.
O jogo foi quebrado, difícil, e após a virada tudo piorou, pareciam não conseguir criar mais jogadas, o único gol da equipe alvinegra na partida foi marcado por Breno Bidon, que também estava destruído.
Cada entrada dura que levou, carrinho que tomou, chutes que ganhou dos adversários, não aguentava mais ficar em pé, não sentia seu tornozelo direito, doía, mal conseguia lhe encostar no chão.
Se levantou do banco de reservas ao final da partida, parabenizou os jogadores do time adversário e seus companheiros, a comissão técnica e depois foi agradecer pela presença da torcida.
Foi mancando o caminho todo, com leves expressões de dor no rosto, mas não contou a ninguém. Acontece que não precisou contar, para alguém notar que estava machucado, só precisou ser observado: Melo via tudo de longe, ainda não havia falado com o meia após a partida, então aproveitou esse momento em que ele estava sozinho.
- Oi Rani, cê jogou muito - Lhe abraçou, com carinho, procurando o contato de Melo, que na grande maioria - ou até em todas as vezes - era o seu porto seguro.
- Você tá bem? - Se separaram minimamente, o volante nem pensou no que o outro disse, apenas focou no seu bem estar e em como estava seu tornozelo.
- Sim ué - Ria em nervosismo, não sabia mentir, ainda mais para pessoas que lhe conheciam bem, como agora no momento.
- Você tava mancando quando saiu, seu tornozelo tá inchado, e você tá com uma marca de chuteira no rosto.
Ficou surpreso com isso, Raniele focava tanto assim e si? Um "quentinho" surgiu dentro de seu peito, lhe aquecendo por dentro.
- Não, eu tô bem, sério. - Sorria tentando disfarçar o incômodo que sentia, torceu para que o camisa quatorze não insistisse mais, e foi o que aconteceu, Melo aceitou sem questionar mais e seguiu para o vestiário. Breno foi logo atrás, levando um tempinho, já que foi puxando a perna e o caminho era um pouco longo.
Assim que chegou no vestiário, foi em direção aos chuveiros, só desejava chegar logo em casa e ir se cuidar, sozinho, como sempre fez.
Quando a água gelada entrou em contato com seu tornozelo, faltou gemer de dor, respirou pesado, procurando por alívio, o músculo aparentemente se contraiu, piorando a situação, deixando agora sua canela latejando.
A cara que tinha quando saiu do box não foi uma das melhores, parecia prender a respiração enquanto segurava a dor, e isso mais uma vez não passou despercebido pelo baiano.
- Bora pra minha casa depois daqui, você não tá bem.
Falou autoritário, se virando de costas e pegando suas coisas para ir ao ônibus da delegação corinthiana. A maioria já estava lá dentro, esperaram um pouco para partirem até que todos chegassem, o que não demorou muito.
Breno dormiu com a cabeça escorada em um ombro de alguém aleatório que nem lembrava quem era, só se sentou no banco e apagou de sono. Quando abriu os olhos viu que já estava sozinho, agora com a cara encostada na janela, se levantou no susto, pegando sua mochila já jogada no chão e saindo do veículo.
O vestiário era silencioso, de longe, só algumas conversas baixas e sonolentas. Andou em direção ao estacionamento, procurando pelo carro do baiano, que não encontrou de primeira. Ficou rodando por lá, nem lembrava mais que a perna doía, mas com o tal esforço que fez para procurar o carro e descer do ônibus anteriormente, a angústia voltou.
De longe, via uma silhueta se aproximando, e quanto mais perto chegava, mais bem lhe reconhecia. A luz do carro se acendeu, Melo vinha com um copo de café na mão, lhe assoprando sem pressa, encostando na porta do carro.
- Vamos?
Bidon acenou de forma positiva, entrando e se sentando no banco do carona. Ficou calado, olhando para frente, enquanto o mais velho fazia a baliza para sair do estacionamento.
- O que você tá sentindo? - Perguntou assim que entrou no carro, lhe olhando, dando um gole no café, prosseguindo - Onde que tá doendo?
A pergunta pegou o camisa sete de surpresa, mas não iria responder com clareza, queria se demonstrar forte, principalmente para Raniele, não queria ficar com a imagem de pirralho fraco. Odiava se sentir assim.
- Só no tornozelo, mas não é nada demais.
Suspirou nervoso, olhando para baixo, em seguida para a janela, focando nas luzes dos prédios da cidade, tentando ao máximo evitar fazer contato visual com o volante.
- E isso no seu rosto?
Questionou, se referindo a uma vermelhidão e um arranhado em sua bochecha. Seguia pela vasta e larga avenida, iluminada pelos portes de luz da capital, que também iluminava o interior do carro, realçando a bochecha ferida do garoto.
- Acho que foi quando eu dei um carrinho e acertaram a chuteira na minha cara - Passou a mão ali por cima, ainda ardia, só de encostar sentia as leves travas da chuteira marcadas ali em seu rosto - Mas eu tô bem.
Melo abaixou o rosto, encostando a testa no volante, e fechando os olhos levemente, estavam parados em um semáforo.
- Eu te conheço Breno, conheço cada pedaço do seu corpo e do seu ser, e tenho certeza que você não tá bem.
Focava na rua, mas via pelo canto dos olhos Breno travado no banco, sem palavras, com a perna balançando, inquieto.
- Obrigado. - Sussurrou baixinho, não sabia o que responder, ficou estalando seus dedos, esperando ansioso para chegar em casa. Uma mão foi deslizando para sua coxa, chegou ali e apertou, de forma calma e lenta, lhe repousando ali enquanto a outra seguia no volante. Adorava o jeito atencioso e carinhoso que Raniele tinha consigo, amava ser tratado dessa maneira.
Não demoraram tanto e logo chegaram a casa do volante, desceu do carro com sua mochila nas costas, e pelo outro lado, Melo dava a volta para ficar mais próximo de si.
- Me dá isso aqui.
Pegou a mochila do meia e pôs em suas costas, junto da sua, enquanto o braço esquerdo rodeava sua cintura quentinha e fina, lhe ajudando a caminhar. Deixou as duas bolsas encostadas no chão de seu quarto, e sentou Bidon na cama, esticando sua perna direita, indo em direção ao banheiro pegar um gel de massagem.
Bidon seguia calado, esperando o outro voltar para enfim começarem.
- Onde tá doendo?
Ficou lhe olhando, enquanto Bidon tentava encontrar o lugar do machucado.
- Aí no tornozelo, mas ele tá até normal, eu acho.
Assim que virou um pouco para o lado, deu a boa visão de um inchaço enorme no tornozelo, na lateral de seu pé, uma mancha escura e roxa gigantesca, junta de algumas partes vermelhas em volta.
- Eu tô vendo esse "normal".
Começou a massagear em movimentos circulares, depois subindo e descendo os dedos. O camisa sete fazia expressões de dor com frequência, jogava a cabeça para trás toda vez que encostava no machucado com força. Gemia de dor, sôfrego, apertando um travesseiro em suas mãos, procurando gastar toda sua angústia ali.
- Aí Rani... - Proferiu baixinho, quase como um sussurro, tímido, mordendo a ponta do travesseiro.
- Calma, vai passar.
Seguiu com os mesmos movimentos, agora também apertando nas laterais, principalmente onde estava roxo e inchado.
- Aí Rani, tá doendo.
Os cantos de seus olhos começavam a ficar vermelhos e a se encharcar com o tempo. Melo levantou o olhar quando ouviu um fungado baixo, e viu Bidon, começando a chorar, com as bochechas já molhadas e rosadas.
- Calma, não chora.
Se aproximou mais, segurando seu queixo com a mão livre, lhe trazendo para perto, lhe dando um selinho demorado.
- Vai ficar tudo bem, não vou mais mexer nisso - Deixou mais um selinho, agora na testa do meia, tentando lhe acalmar - Agora só quero cuidar dessa tua bochecha aí.
Segurou seu rosto virando para o lado, dando a visão do arranhão das travas de uma chuteira.
- É, não tem muito o que fazer aqui não.
Beijou o local, ainda salgado das lágrimas do mais novo. Breno se ajeitou melhor, procurando grudar no corpo do baiano, que se sentou ao seu lado tentando lhe ajudar com isso.
- Me dá um beijinho pra sarar. Sempre dá certo. - Falou dengoso, se jogando em cima do mais velho, lhe dando um abraço quente, tentando si confortar. Sentiu alguns selares em sua cabeça, junto de um cafuné em seus cabelos, lhe fazendo arrepiar. Se aninhou ali sobre o peito do moreno, parece que aquele lugar foi feito especialmente para si, cabia lá perfeitamente.
Os braços do camisa quatorze repousaram a cima da costas do baixinho, adentraram a camisa dele e começaram a massagear a região, pressionando os dedos contra sua pele, mas com cautela.
Ficava lhe encarando e sorrindo, com cara de cachorro pidão, implorando por mais beijos e carícias do volante.
- Me dá mais um beijo? Por favor, preciso de carinho, tô machucado. - Disse em tom manhoso, se espreguiçando nos braços do moreno.
- Você é muito mimado. - Lhe deu o que tanto pedia, um selar no cantinho de sua boca, fazendo Bidon rir.
- É você que fica me mimando. - Colou sua boca na do volante, sorrindo contra seus lábios, sem se segurar.
Se acomodou ali, começou a esfregar as mãos uma na outra, tremendo de leve, mas ainda calado. Melo ficou lhe observando, no canto da cama, havia um lençol dobrado, lhe pegou a cobriu o jovem, que lhe encarava curioso.
- Obrigado por cuidar de mim assim.. - Sentiu um hálito quente batendo de leve contra seu pescoço, sendo seguido de um toque molhado da boca do baiano na região. Gostava de ser mimado assim por Raniele, se sentia protegido ao seu lado, era muito acolhedor dividir o tempo com ele.
- De nada, mas isso não é mais do que a minha obrigação, estou apenas fazendo o meu trabalho.
Sorriu abobado, enfiando o rosto entre a curva do pescoço e do ombro de Raniele, que achava aquela situação uma graça.
O dia foi se finalizando, passaram todo o resto da noite assim, trocando carícias, sorrisos e beijos, cheios de amor e carinho. Depois de um dia até que desastroso e cansativo, conseguiam encontrar o lado bom da coisa, compartilhando esse momento, que com certeza seria um dos melhores e mais reconfortantes da semana.
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Eu te conheço.
FanfictionBidon sente desconfortos após a partida, uma dor no seu tornozelo, mas que não queira demonstrar. Mas para sua falta de sorte, um certo baiano que notava tudo percebeu.
