Faíscas

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Oi... 🥹

Essa é a minha primeira fanfic, então foi escrita com o coração acelerado e cheio de carinho. Sempre sinto que a história de Gerluce e Arminda merece mais momentos, mais olhares desmoralizados, mais sentimentos ditos, ou quase ditos. E foi esse desejo que nasceu essa história.

Essa fanfic é uma versão romântica do que eu imagino que poderia existir entre elas: um amor construído nos detalhes, nos silêncios, nas trocas sutis e nas emoções que às vezes ficam escondidas.

Escrevi com muito cuidado e carinho, respeitando a essência das personagens, mas permitindo que elas vivam aquilo que meu coração sempre quis ver acontecer.

Espero que vocês leiam a mesma sensibilidade com que escrevi. 💖






O sol da tarde entrava pelas janelas da mansão. Para Gerluce, aquele silêncio era um luxo raro, interrompido apenas pelo som do tricô de Dona Josefa. No entanto, ela sabia que a paz tinha hora para acabar.

O som dos saltos batendo contra o piso de madeira anunciou uma tempestade. Arminda não caminhava; ela desfilava uma autoridade que parecia ocupar todos os cantos do cômodo. Gerluce nem precisou olhar para saber quem era. O perfume caro e a presença imponente denunciavam a filha de Dona Josefa antes mesmo dela abrir a boca.

— Gerluce! — A voz de Arminda chicoteou o ambiente. — Ainda nesse quarto, Gerluce? Eu já não disse que o chá da velha deve ser servido exatamente às quatro? São quatro e cinco. Cinco minutos de desleixo, Gerluce. — Arminda disse, encostada na batente da porta, os braços cruzados e um sorriso de canto que sempre desestabilizava a outra.

Gerluce suspirou, ajeitando o lençol nas pernas de Dona Josefa, que observava tudo com seus olhos miúdos e atentos.

— Dona Arminda, a Dona Josefa prefere terminar...

— Não me venha com desculpas! — Arminda interrompeu, aproximando-se com seu perfume inebriante. — Pago para seguir horários, não para ouvir justificativas. E olhe esse uniforme, está todo amarrotado. Você parece uma desmazelada.

Antes que Gerluce pudesse baixar a cabeça, uma voz firme e cansada ecoou da poltrona:

— Já chega, Arminda! — Dona Josefa parou o tricô e encarou a filha. — Deixe a menina em paz. Ela não tem um minuto de sossego com a sua marcação. O chá atrasou porque eu pedi, e o uniforme dela é ótimo. Pare de implicar com a garota por qualquer bobagem!

— Eu só estou zelando pela ordem desta casa! — resmungou Arminda.

— Você está zelando pelo seu mau humor, isso sim — retrucou Dona Josefa, voltando ao seu trabalho manual. — Deixe ela trabalhar.

Gerluce olhou para Arminda, esperando a próxima explosão, mas Arminda não falou nada, ficou ali encarando Gerluce sem desviar o olhar.

Gerluce sentiu um frio estranho na barriga. "Por que ela tem que ser tão bonita até quando está sendo insuportável?", surgiu, desviando o olhar rapidamente para as próprias mãos, tentando controlar a respiração que havia ficado pesada. Ela se policiava: era errada, era perigosa e, acima de tudo, era sua patroa.

Ponto de vista Gerluce

Eu deveria estar aliviada pela defesa de Dona Josefa, mas meu corpo decidiu me trair. Enquanto Arminda batia boca com a mãe, eu não conseguia desviar os olhos dela. Reparei a curva perfeita do seu pescoço, no modo como o batom vermelho destacava o desenho dos lábios dela quando ela ficava irritada.

Até Que Seja AmorStories to obsess over. Discover now