Lilly Bainbridge

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Derry, Maine. 1962

"O que diabos está acontecendo comigo?"

Os corredores de Derry High estavam barulhentos como sempre. Armários batendo, alunos rindo, passos apressados para as aulas e... risadas. Lilly Bainbridge podia ouvir pessoas rindo dela. As pessoas falavam dela, espalhando boatos falsos. Lilly abriu o armário, e lá estavam os picles caindo de novo — De novo... — a garota pensou, suspirando e desviando o olhar pros alunos que observavam a cena com satisfação.
Lilly vê a garota de cabelo arruivado e óculos se aproximando, Marge Truman.
— Esses idiotas não tem mais o que fazer? — ela diz, bufando enquanto lançava um olhar para quem claramente tinha feito isso, Patricia Stanton, a loira estava encostada numa pilar falando com as duas amigas, Elaine Morrison e Rhonda Chambers.
— Tudo bem, Marge. Só... só quero ir para a sala logo. — a garota diz, querendo sair da situação constrangedora.
— Beleza... se é isso que você quer, eu vou deixar quieto. — responde, mesmo relutante — Eu não quero nem olhar pra cara da Patty hoje.

𝐒𝐚𝐥𝐚 𝐝𝐞 𝐚𝐮𝐥𝐚

Lilly seguiu para a sala de aula, mas... por mais que quisesse, não conseguia se concentrar de maneira alguma, mesmo sendo a matéria favorita dela, história. Só conseguia prestar atenção em uma coisa — Patty Stanton — os fios loiros perfeitamente alinhados, os olhos azuis que ficavam mais claros e brilhantes quando o Sol batia, a pele clara que a fazia parecer uma boneca de porcelana... Mas, por que? Por que estava pensando bem da garota que só tratava ela que nem lixo? Que espalhava fofocas, que provocava, que dizia que ela era a "Lilly louca" — Que merda... para de pensar nisso, Bainbridge! — Mas não conseguia. Não conseguia parar de pensar na maldita Stanton. Parecia uma espécie de transe, hipnose...
— Lillian Bainbridge! — A voz da professora a fez sair do transe.
— Sim, Sra. Taylor? — Responde, tentando recuperar a compostura.
— Lillian, o que eu acabei de explicar? — Ela pergunta, para mostrar a turma que Lilly não estava prestando atenção.
— É... Hm... a guerra fria foi um conflito entre a União Soviética e os EUA? — Fala com dúvida, dando uma espiada no livro aberto sob a mesa.
— Muito bem. — a professora parabeniza, desconcertada pela estudante ter respondido certo — Essa eu vou deixar passar.

Lilly suspira, pensando com si mesma: "O que diabos está acontecendo comigo?" — Sentia o coração bater forte, fora do ritmo, as mãos tremiam e suavam como nunca antes. Era diferente de qualquer coisa que sentira.

O sinal toca, aquele som irritante e estridente dando uma pausa nos pensamentos confusos da menina. Ela caminha ao lado de Marge pelo corredor até chegar o refeitório, pegando aquela comida duvidosa que eles serviam.

— Essa coisa um dia vai me matar. — Disse Marge, observando o mousse de limão que mais parecia massinha de modelar.
— Marge — responde, dando risada. Marge era a única que podia fazê-la rir no meio de tanto caos mental.
Enquanto se sentavam na mesa, e Marge falava sobre coisas do cotidiano e Lilly escutava, ouvem passos indo na direção delas. Porra, eram elas.

Os passos chegam até a mesa delas
— Nossa, Marge. Você decaiu. Sozinha com essa louca? — Patty diz, com desdém — Será que já foi afetada? — Sussurra pra Rhonda, mas alto o suficiente pra todas elas ouvirem. As três dão risada...
— O que vocês querem, Patty? — A ruiva responde, sem paciência. Ela era sempre assim, enquanto Lilly sempre tentava manter-se calma para as provocações não aumentarem, Marge respondia, corajosa.
— O que a gente quer? A gente quer saber porque você anda com essa doida. Sabe que ela foi internada no hospício, né? — Elaine diz, revivendo aquele capítulo infeliz da vida da garota...
— Saiam daqui, pattycakes. — Fala o nome do grupo como uma piada — Ninguém quer ouvir essa voz irritante da Patty logo cedo. — Essa foi pesada.
— Como? Como você ousa dizer isso pra mim!? Eu sou a rainha desse lugar! Não se esqueça, Marge. Eu posso acabar com a sua reputação! Vamos, meninas. — Responde, a típica ameaça de sempre.

Lilly repara que dessa vez tinha um fundo de insegurança naqueles olhos azuis que sempre eram cheios de maldade... que nada, deve ser impressão dela.

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Oioi, essa é minha primeira fanfic desse estilo, então perdão se tiver ficado ruim. Podem corrigir qualquer erro ortográfico ou erro de continuidade, fica até melhor pra quem estiver lendo! O capítulo foi mais curtinho porque como é o primeiro, não queria encher ele.

Prometo te odiar (ou não)Historias para obsesionarse. Descúbrelo ahora