Capítulo 01

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Era um belo amanhecer em Eryndor, uma pequena, antiga e pacata vila, esta que era rodeada por florestas verdes e um rio cristalino, com seus habitantes se levantando com o nascer do sol, assim como a elfa sacerdotisa do local, sorrindo ao sentir o cheiro dos pães frescos que eram assados nas casas dos aldeões. Aurora, uma elfa de longos cabelos loiros, olhos prateados, usando um vestido cerimonial branco, subia os degraus da escada para chegar até a catedral do vilarejo com seu coração leve, como já estava acostumada a o fazer. Ao abrir o portão do local e adentrá-lo, se surpreendeu ao ver um buraco feito no teto, e no chão, jazia o corpo de
uma mulher, branca como a neve, com seus cabelos curtos de cor púrpura, com seu corpo despido, repleto de cortes e feridas.

- Oh, céus! - A elfa sentiu um arrepio, e logo após, correu rapidamente em sua
direção, se ajoelhando e usando sua magia curativa para recuperar seus ferimentos. Pegou uma toalha para cobrir seu corpo, a ao tentar levantá-la, percebeu que seu corpo era leve como uma pena, e sua energia emanava um eco angelical, e por um instante, poderia jurar que um olho estava observando a dupla. Mesmo estranhando, a levou para uma sala privada nos fundos da catedral, a deitando em uma cama. Ao
pegar outra toalha e uma bacia de água, se surpreendeu ao notar que, ao voltar, a mulher já não estava mais lá.

- Ah... senhorita? Onde você está? - A elfa caminhou, levemente assustada,
pondo sua bacia d’água no chão, e de repente, encontrando a jovem caminhando lentamente pela catedral, sem sua toalha, que havia caído. - Senhorita! Espere!

- Quem... é você? Onde estou? - Perguntou confusa, sua voz ecoando suave e gentil, se virando para a elfa.

- Me chamo Aurora, sou a sacerdotisa da catedral de Eryndor, a vila que você está residindo neste presente momento. - Explicou calmamente, corando levemente ao vê-la nua, antes de criar coragem para se mover e pegar a toalha para cobrí-la novamente. - Eu lhe encontrei caída no chão, ferida e inconsciente. Peço que me deixe ajudá-la.

- Eu... - Ao sentir dores de cabeça, a mulher pôs a mão em sua testa, a elfa delicadamente tocou seu ombro, usando sua magia curativa mais uma vez.

- Poderia me dizer o seu nome, senhorita?

- Eu... eu não... sei...

- Não sabe o seu nome?

- Não...

Suspirando e olhando para a mulher com um olhar simpático, a elfa
delicadamente segurou seu braço para guiá-la até a cama, a sentando e a ajudando a se recuperar.

Após alguns minutos, agora vestida com vestes femininas extras que eram
guardadas por Aurora, a mulher se encontrava mais recuperada, de pé, sem dores ou ferimentos em seu corpo. Se olhando no espelho, de frente e de costas, sorriu levemente.

- Se sentindo melhor, moça?

- Sim, bem melhor, agradeço a ajuda.

- Pois então... se não se lembra de seu nome, se lembra de alguma outra coisa, pelo menos?

- Nada... não sei dizer, peço perdão.

- Tudo bem, não se preocupe. - Aurora sorriu de forma acolhedora ao se
aproximar.

- Eu não sei como posso lhe agradecer, senhorita, mas devo partir logo.

- Para onde vai? Se lembrou de algo?

- Não, mas não quero lhe causar incômodo maior.

- Não, não! - A elfa rapidamente negou com sua cabeça. - Você não está me
causando incômodo algum, senhorita, está tudo bem.

- Se insiste... eu lhe agradeço, mais uma vez. - A mulher gentilmente a abraçou, e Aurora, corando mais uma vez pelo contato repentino, a abraçou de volta carinhosamente.

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