Mais um dia... Mas esse seria diferente. Após concluir o ensino fundamental II, tive que me matricular em uma escola de ensino médio e hoje será meu primeiro dia de aula, confesso, não estou nada feliz, mas também não estou receosa, posso dizer que estou... indiferente com essa situação, mas eu preciso... ACORDAR!
O alarme toca, eu acordo lentamente desmiolada, abro os olhos e me viro desajeitada na cama para desligar a tempo de seu toque não fazer um escândalo na casa. São 05:00 am. Eu fico aborrecida, "não sei por que ainda tento..." Penso. sento na cama e passo a mão pelos cabelos de forma sonolenta e me levanto.
Vou diretamente para meu banheiro e começo a escovar meus dentes e tomo um banho rápido. Saio do banheiro e vou brevemente para o meu closet para vestir o uniforme. Após isso, me sento na mesa da cozinha e começo a beber café e comer alguns bolinhos que minha mãe fez na noite anterior, estou exausta. Checo meu celular, são 5:30, há algumas mensagens.
"Amélie! Já estou me arrumando, e você, tá acordada?? Tô ansiosa pra te ver no ônibus, depois de tanto tempo sem nos vermos!!" É oque está escrito na mensagem.
É Esmeralda, minha amiga do fundamental, após começar as férias do 9° ano, nunca mais saímos para nos ver, isso é meio que culpa minha, pois eu fiquei trancada dentro de casa durante toda as férias.
40 minutos depois.
São 06:10, saio de casa e fico na parada de ônibus, vejo algumas pessoas desconhecidas, outras conhecidas, mas que não tenho proximidade, percebo que o clima está estranho pois os estudantes não se conhecem. Eu apenas ignoro e espero a chegada do ônibus. Ele chega, então entro e me sento em uma cadeira no fundão, não está cheio.
Coloco meu fone de ouvido e fico escutando música enquanto olho pela janela, não prestando atenção em quem entra, até que sinto alguém cutucando meu ombro e se sentando ao meu lado fortemente.
— Oque você está fazendo garota? Tá distraída? - Esmeralda fala, antes de dar um pulo em meu pescoço, me abraçando fortemente.
— Eu senti tanto sua falta! - Ela diz me olhando com um sorriso amigável, mas logo me olha de cima a baixo como se estivesse julgando meu jeito assustado.
Me assusto com seu abraço, mas retribuo com um sorriso.
— Que susto! Eu achei que era alguém desconhecido. Meu Deus, nem acredito que tô te vendo de novo, faz mó tempão que a gente não se ver. - eu falo, me distanciando do abraço e me ajeitando para ficar sentada virada pra ela.
-— Claro! Você não sai de casa nem com reza braba! Eu até pensei em ir na sua casa te sequestrar menina, só vivia arrumando desculpas... - esmeralda diz, levantando uma sombrancelha.
— Para vai, Eu só tava meio desmotivada pra sair, e tals... Ai, inclusive... - Eu mudo de assunto. Viro meu olhar, olhando pro ônibus e observo as pessoas sentadas e conversando... algumas sozinhas.
— Tá preparada pro primeiro dia? - pergunto, fingindo ânimo.
Ela me olha pela última vez franzindo sua sobrancelha, mas depois muda sua expressão, suspirando, suas sobrancelhas e lábios abaixados tristemente.
— Não... A gente não caiu na mesma turma... - ela fala, fingindo choro.
A dou um sorrisinho bobo, mas um pouco triste.
— Olha pelo lado bom, Pelo menos caímos na mesma escola... Poderia ter sido pior. - eu falo com tom de pesar na última frase.
Eu guardo meu celular dentro da mochila e eu e Esmeralda continuamos conversando no trajeto de ônibus, algumas pessoas vinham para conversar com ela.
Esmeralda era uma garota bem extrovertida, no fundamental quando viramos amigas ela praticamente era amiga de toda nossa turma, não toda literalmente... Mas falava com a maioria. Eu, era praticamente ao contrário, em todos meus anos do fundamental eu sempre fui muito reservada com esse tipo de coisa, era difícil fazer amizades pois as pessoas não se interessavam pelas mesmas coisas que eu, acabava que eu não tinha assunto, e comecei a focar mais em estudar.
Não virei amiga de Esmeralda de repente, ela passou a ser minha vizinha e nos víamos sempre no ponto de ônibus, apenas depois começamos a conversar pois nossas mães surpreendentemente eram amigas, ela vinha na minha casa quase todo dia, e eu ia na dela, mas depois que ela se mudou isso parou de ser frequente, mas continuei a amizade com ela na escola.
Chegamos na escola, Esmeralda se despede e vai conhecer sua sala e sua turma, eu fico no pátio andando observando as pessoas e a estrutura da escola enquanto espero para a hora de entrar na sala, alguns alunos fazem o mesmo.
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Uma vida comum, alguém incomum.
RomanceMinha primeira história! Amélie acaba de sair do ensino fundamental II e começa o ensino médio em uma escola estadual no Brasil. Acostumada aos padrões e decepções das pessoas do passado, ela cresceu com dificuldade em confiar. O que ela não esperav...
