Prólogo

92 8 10
                                        


Houve um tempo, anterior ao registro das eras, em que a Terra era um lugar calmo e pleno. Um lugar onde tudo fluía com uma lentidão sagrada, e a natureza reinava em sua plenitude indomável. Não havia fronteiras traçadas por homens, nem cicatrizes de guerra; apenas o murmúrio constante da vida.

As florestas cresciam com liberdade desde os vales congelados do norte até os desertos ardentes do sul. Rios desciam entre as planícies, e as praias beijavam o oceano sob um céu sereno.

Foi nesse cenário de beleza primordial que o equilíbrio foi, por assim dizer, abençoado. Os céus se abriram e os Sete Deuses desceram à Terra. Não vieram todos juntos, mas sim um a um, onde cada divindade trazia consigo uma centelha ao mundo.

Eles não se limitaram a remodelar terras e montanhas, mas povos, culturas, ritos e fés.

Raças inteiras foram moldadas à sua imagem mais pura:

Força, manifestada em criaturas de ossos robustos e espírito inabalável, destinadas a proteger.

Bondade, incorporada em seres de coração aberto e mãos curadoras, dedicados à compaixão.

Coragem, fluindo no sangue de guerreiros destemidos, prontos a enfrentar qualquer adversidade.

Lealdade, inerente a povos unidos por laços inquebráveis de devoção mútua.

Honestidade, povos cuja essência é a verdade inalterável, vivendo em comunidades de palavras transparentes.

Determinação, a fome insaciável que movia aqueles cuja vontade não podia ser parada.

E Conhecimento, o dom da sabedoria, personificado em raças que buscavam incessantemente o entendimento do cosmos e da vida.

Sete raças inteiras nasceram, distintas como a noite e o dia, isolados em seus costumes, rituais e dons.

Algumas se tornaram semelhantes aos humanos em sua forma e fragilidade, enquanto outros eram como se fossem feitos de pedra, neve ou luz.

Mas havia algo mais poderoso que os separava: o destino traçado por seus Deuses. Pois mesmo em meio às diferenças, algumas raças estavam destinadas a se encontrar, alguns caminhos, a se cruzar. E algumas alianças...

Ah, algumas alianças estavam fadadas não apenas a alterar o curso da história, mas a desafiar o próprio tempo, remodelando o futuro do mundo.

Esta, então, é uma história sobre esse tempo mítico e turbulento.

Um tempo de primeiras guerras que rasgaram a serenidade inicial, de promessas, de joias mágicas com poderes que podiam erguer ou destruir reinos, e de amores impossíveis que desafiaram as barreiras raciais e os decretos dos próprios deuses.

Um tempo onde o mundo ainda era jovem e vulnerável, e o destino de todos estava apenas começando a ser escrito.

Joia do Dragão - Do início dos temposNhững tác phẩm khiến độc giả say mê. Hãy khám phá bây giờ