O primeiro dia de aula sempre parecia mais frio para Junior. Talvez fosse o vento cortante do início do semestre, ou talvez fosse o silêncio dos corredores, longo e pesado, como se cada passo ecoasse mais alto do que o normal. Ele ajustou a mochila nos ombros e tentou respirar fundo, tentando ignorar o grupo de estudantes rindo e conversando perto do armário.Mas,como sempre, o destino tinha outros planos.
E então ele o viu. Mark. Encostado casualmente na parede,com aquele sorriso irritante que parecia feito para provocar. Junior sentiu o peito apertar sem motivo aparente. Mark ainda não tinha feito nada de errado, mas só existir ali já era o sufciente para desestabilizá-lo. Ódio, Junior repetia mentalmente, mas ao mesmo tempo sentia algo que não conseguia nomear.
Mark percebeu o olhar antesmesmo de Junior desviar e sorriu,um sorriso que dizia claramente: "Eu sei que você está me observando". Junior cerrou os punhos, respirando fundo, tentando controlar a raiva que subia. Ódio, ódio, ódio, murmurou novamente, embora seu corpo contradissesse a mente, reagindo com uma eletricidade estranha cada vez que Mark se movia.
A professora entrou, quebrando a tensão, e anunciou o trabalho em dupla . Junior prendeu a respiração sem perceber. Quando ela disse: "Junior e Mark, vocês vão trabalhar juntos" , o mundo pareceu rir dele. Junior cruzou os braços, empalicendo, enquanto Mark soltou uma risada baixa, mas divertida. " Que sorte a nossa", pensou Mark, e Junior quase engoliu seco de raiva.
O primeiro encontro na biblioteca foi tenso. Junior jogou os livros sobre a mesa, evitando contacto visual, e Mark se sentou do outro lado, com os raços cruzados e com aquela expressão calma que só aumentava a irritação de Junior.
— Então...vamos começar? — Mark quebrou o silêncio, com a voz baixa, serena, mas provocativa
— Se você não atrapalhar, sim — Junior respondeu, firme, sem levantar os olhos.
O que começou como frieza e provocação logo se transformou em tensão carregada de eletrecidade. Cada sorriso contido, cada provocação, cada sil~encio compartilhado parecia ter um significado oculto que ambos ainda não compreendiam.
Nos dias seguintes, os olhares se prolongam, as provocações diminuíram e pequenas curiosidades começaram a surgir. Junior notava a concentração de Mark, a forma ele franzia a testa ao pensar profundamente. Mark observa a siriedade de Junior, sua dedicaçãone intelig~encia, escondidas atrás de uma fachada fria. Sem perceber, elea começaram a se aproximar, mesmo que nenhum deles quisesse admitir.
Mas o ciúme não tardou. Junior sentiu o peito apertar quando viu Mark sorrindonpara outra pessoa, e Mark percebeu a tensão de Junior e sorriu de canto, intrigad. Uma pequena discusssão surgiu, carrega de palavras afiadas, ,edo e insigurança. Ambos perceberam qua amar, mesmo com medo, era inevitável .
Numa tarde chuvosa, sozinhos na sala, Junior finalmente admitiu:
— Eu não sei lidar com isso
Mark se aproximou lentamente, tocando sua mão com cuidado, quase pedindo permissão sem palavras.
— Eu também não — respondeu Mark, sinceramente — , mas sei que não quero fugir.
O primeiro beijo aconteceu naturalmente. Hesitante no início, intenso depois, cheio de desejo, medo e sentimentos guardados a muito tempo. Junior segurou a camisa de Mark, como se aquela fosse a última certeza que teria. Quando se afastaram, respirando pesadamente, Junior murmurou:
— Eu tentei te odiar, mas nunca consegui
Mark sorriu, os olhos brilhando:
— Ainda bem
Apartir dali, nada foi simples. A convivência diária se transformou em um jogo de tensão, paixão e medo. Mas, lentamente, o ódio inicial começava a se transformar em algo mais perigoso e mais bonito: Amor
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Além da Primeira Impressão
RomanceJunior e Mark nunca se suportaram. Desde o primeiro encontro, a rivalidade entre eles foi marcada por provocações, discussões e um orgulho que nenhum dos dois estava disposto a engolir. Forçados a conviver no mesmo ambiente escolar, cada confronto s...
