A casa ao Lado

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1 Capítulo

⚠️Classificação:
+18 (violência psicológica
Conteúdo sexual explícito
futuro, temas sombrios)
⚠️⚠️⚠️⚠️⚠️⚠️


Eu nunca fui o tipo de pessoa que acredita em coincidências. Minha vida sempre foi uma linha reta: estudei muito, lutei muito, trabalhei muito. Nada veio de graça, e eu gosto assim.

Meu nome é s/n, tenho 24 anos, sou médica residente no hospital central da cidade, e moro com o Taehyung há dois anos

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Meu nome é s/n, tenho 24 anos, sou médica residente no hospital central da cidade, e moro com o Taehyung há dois anos. Ele é... bom, ele é o Taehyung. Aquele cara que faz todo mundo rir, que cozinha quando eu chego destruída do plantão, que me abraça mesmo quando eu chego cheirando a antisséptico e morte.


Mas vamos voltar um pouco, porque eu gosto de entender as coisas do começo.

Eu cresci num bairro pobre, daqueles em que as crianças brincam na rua até escurecer e as mães gritam da janela pra voltar pra casa. Minha mãe era costureira, meu pai motorista de ônibus. Eles se amavam, mas brigavam feio também. Eu era a filha única, a esperta, a que tirava nota alta e ajudava os vizinhos com lição de casa. Com 10 anos eu já sabia costurar feridas de verdade, não com linha e agulha de costura, mas com gaze e fita adesiva quando meu primo caía de bicicleta e abria o joelho. Minha mãe ria e dizia que eu tinha nascido pra ser médica. Eu acreditava.

Aos 17 entrei na faculdade de medicina com bolsa integral. Morei em república, comi miojo por meses, estudei até os olhos arderem. Nunca fui a menina delicada que usa salto e maquiagem todo dia, eu uso jaleco por cima de vestido florido, cabelo preso, tênis confortável. Mas eu gosto de me sentir mulher. Gosto de batom vermelho quando saio com o Tae, gosto de vestido justo quando a gente vai jantar fora. Ele diz que eu sou "perigosa de linda". Eu rio e digo que ele que se cuide.

Taehyung entrou na minha vida no terceiro ano da faculdade

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Taehyung entrou na minha vida no terceiro ano da faculdade. Ele estudava artes visuais, eu estudava anatomia. Um dia ele estava desenhando no pátio e eu passei correndo com um café na mão, tropecei e joguei tudo na camisa dele. Ele só riu, aquele riso alto, aberto, que faz o mundo parecer mais leve. Desde então não saiu mais da minha vida. Namoramos, nos formamos, alugamos um apartamento pequeno e depois compramos essa casa no bairro Jardim das Acácias. Um lugar calmo, cheio de famílias, cães, crianças andando de bicicleta. Todo mundo se conhece, todo mundo se ajuda. Às vezes até demais.

Sombras ao lado +🔞Histórias para pegar e não largar. Descubra agora