‧₊˚✧[Avisos]✧˚₊‧
A história contém descrição de sexo oral explícito!
Todos os personagens são maiores de idade, a intenção não é ofender e nem denegrir a imagem de nenhum deles!
15331 palavras.
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Aos vinte e quatro anos, George Russell caminhava pela vida como quem atravessa uma igreja em silêncio - sempre cuidadoso demais, sempre atento demais ao som dos próprios passos. Crescera em uma família religiosa onde a palavra "dever" pesava mais que qualquer benção, e aprendeu cedo que sentimentos demais, dúvidas demais ou verdades demais eram coisas a serem trancadas a sete chaves.
Ele era o filho perfeito. O exemplo.
O orgulho dos pais. E por trás disso, o jovem mais sufocado que conhecia.
Cursando Arquitetura, George se apaixonava todos os dias por linhas, formas e espaços que transmitiam liberdade. Ironia amarga: ele projetava casas abertas, modernas, cheias de luz... enquanto vivia fechado dentro de si. No campus, era gentil, dedicado e respeitável. No fundo, era um segredo ambulante.
Vivia no armário desde sempre - não por falta de vontade de sair, mas pelo medo de perder tudo o que conhecia: a família, a estrutura, o frágil equilíbrio que fingia chamar de vida. A cada domingo ouvindo sermões, a cada jantar com conversas enviesadas sobre "corretos" e "pecadores", uma pequena parte dele trincava.
E ninguém via. Ninguém além de Charles Leclerc.
Charles, seu melhor amigo desde o primeiro semestre, era uma espécie de respiro no meio do caos. Com ele, George podia ser quase ele mesmo - quase. Ainda assim, nunca teve coragem de falar em voz alta o que escondia no peito.
Só que o peso de manter tudo dentro começava a se tornar visível demais. Sua vida era uma maquete bonita por fora, mas sustentada por colunas fraturadas. E George sabia: uma hora, inevitavelmente, tudo iria ruir.
Ele só não imaginava que o início dessa queda - ou talvez da sua libertação - começaria naquela semana.
O jantar daquela noite tinha o mesmo sabor de sempre: comida caseira, mesa perfeitamente posta... e um desconforto que George já reconhecia só de ouvir o tilintar dos talheres.
Sentou-se diante dos pais, tentando parecer presente, mas sua cabeça estava em outro lugar - em qualquer lugar que não fosse ali. A conversa começou neutra, como sempre. Trabalho do pai. Atividades da igreja. A vizinha que casou a filha. E então, inevitavelmente, o assunto que sempre voltava, como um refluxo impossível de controlar.
- George, querido - a mãe começou, com aquele tom doce que escondia exigência -, você já pensou em trazer alguém aqui um dia desses? Uma moça especial... você está com vinte e quatro anos, já passou da hora de começar a pensar nisso com seriedade.
Ele apertou o garfo. O pai não esperou a resposta.
- Concordo. Seus primos da sua idade já estão noivos. Você é um rapaz responsável, trabalhador, inteligente... por que ainda não encontrou uma boa garota?
George respirou fundo, tentando engolir a angústia junto com o pedaço de comida que já nem sentia o sabor. Se mantivesse a cabeça baixa, talvez o assunto morresse. Mas não morreu.
- Você passa tanto tempo naquela faculdade - a mãe insistiu -, deve conhecer meninas simpáticas. Não queremos te pressionar, mas... estamos começando a imaginar se você está sendo exigente demais.
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Liberdade em jaquetas de couro - Russtappen
Hayran KurguPreso ao papel de filho perfeito em uma família religiosa, George Russell vive sufocado pela própria verdade. Quando a pressão se torna insuportável, ele foge para a casa do melhor amigo, Charles Leclerc - e acaba encontrando o meio-irmão rebelde de...
