Eai! Se liga: eu tava escutando aquela música "As The World Caves In" e vi uma reportagem sobre a floresta amazônica, então juntei a sensação de tristeza que a música passa e a notícia e fiz esse pequeno texto. Basicamente é uma carta de luto de um geógrafo a sua falecida esposa. É isso, boa leitura e até mais!
Desde que você partiu, eu sinto essa dor pulsante em meu íntimo. Sinto-me como uma árvore em uma floresta, na qual, ao meu lado, havia você, uma árvore menor. Porém, mesmo sendo menor, sua copa inundava o espaço dentre os troncos das outras árvores da floresta, preenchendo-o e permitindo-se deixar um pouco em cada uma de nós.
Mas agora que você se foi, onde antes repousavam as folhas de um contente carvalho, há um vazio indescritível. Quem olha de cima percebe que, em meio a floresta, há um buraco, que existe pela falta da sua presença.
Mesmo entre tantas árvores, tantas copas, tantos animais, tantas flores, a floresta sente sua falta, pois onde esquilos iam descansar, onde passarinhos iam se abrigar, onde aquele caro leitor ia devanear por seu mundo de fantasia abrigado por uma aconchegante sombra, agora o sol entra impiedosamente, secando a mata no solo e enfatizando ainda mais a falta que você faz na minha vida.
Assinado: Marcelo M. S. Tenório, seu querido amor
YOU ARE READING
Devaneios de um amigo
PoetryAqui eu permito a sua entrada no meu mundo de devaneios. Considere-se um amigo íntimo ao qual eu conto sobre minhas inspirações e criações textuais. Sendo poemas, trechos, frases, contos, etc. Bem-vindo aos devaneios de um amigo.
