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A FLOR E O CRAVO VELHO

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Vou contar como casei com o pai da minha melhor amiga.

A FLOR E O CRAVO VELHO

[CENA 1 – QUARTO DE SAKURA – MANHÃ]

MÃE:
Sakuraaa! Acorda, filha! Tem café na mesa, mas antes... preciso te contar uma coisa.

SAKURA (bocejando):
Mãe... são o quê, sete da manhã? Deixa eu dormir mais cinco minutinhos...

MÃE (sentando na beirada da cama e pegando a mão dela):
Filha... senta aqui. Olha pra mim.

SAKURA:
O que foi, mãe? Aconteceu alguma coisa com a vovó?

MÃE:
Não, meu amor. É... a mãe da Clara. A Dona Marisa. Ela... ela faleceu ontem à noite.

SAKURA (quase sussurrando):
Como assim... faleceu?

MÃE:
Ela pescou um peixe-leão no passeio de barco com o Seu Ricardo. Achou que era bonito, tirou foto, limpou... comeu sem saber que é venenoso. Chegou em casa passando mal, e... não resistiu.

SAKURA (soluçando):
Eu preciso ver a Clara. Agora.

MÃE:
Vai, filha. Mas toma banho, come alguma coisa. Você não vai ajudar ninguém desmaiando de fome.

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[CENA 2 – MONTAGEM RÁPIDA]

Sakura toma banho, escova os dentes, veste um vestido simples florido, prende o cabelo num coque bagunçado. Pega a bolsa, beija a mãe na testa e sai correndo.

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[CENA 3 – CASA DA CLARA – MEIO-DIA]

RICARDO (abrindo a porta, voz rouca):
Sakura...

SAKURA:
Seu Ricardo! Cadê a Clara? Ela tá bem? Posso entrar?

RICARDO:
Ela... tá no quarto. Não quer ver ninguém. Mal saiu de lá desde ontem.

Sakura entra sem esperar convite, tira os sapatos na entrada e sobe as escadas correndo, mas para no meio do caminho.

SAKURA:
O senhor... tá bem? Quer que eu faça alguma coisa? Chá, café, qualquer coisa?

RICARDO (sussurrando):
Só... fica com ela, por favor. Eu não sei mais o que fazer.

Sakura assente e sobe o resto da escada. Ricardo fecha a porta devagar, encosta a testa nela e suspira fundo

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