O segundo Arco do livro Lúcifer.
Neste veremos a história de almas já apresentadas, mas contadas em versões mais humanas. Mas devo lembrar que aqui estamos traçando uma dobra decidida por escolhas onde o AMOR foi o grande fator de ação divina.
Lhes...
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VIDAS
O duplex de Legna estava iluminado por piscas dourados que pendiam como pequenas constelações no teto alto. O som suave da música se misturava às vozes e às risadas que ecoavam pela cozinha integrada, onde a mesa estava repleta de petiscos, frutas e copos de todos os tipos. Iriam comemorar o primeiro Natal juntos. Jakye colocou as duas mãos na mesa, ficando um pouco inclinada para frente, um sorriso brincando nos lábios.
— Cada copo aqui tem uma história — Disse ela, com um olhar divertido. — Ou pelo menos é o que eu gosto de dizer pra deixar tudo mais poético.
Kloe, irmã mais nova de Sebastian sorri erguendo uma sobrancelha, analisando a variedade de copos à sua frente.
— Então quer dizer que se eu pegar o copo errado, eu roubo o destino de alguém?
Alan, o irmão do meio do trio Nomed, soltou uma risada curta, pegando uma uva da mesa.
— Ou talvez só pegue um copo sujo, Kloe. — Hime, uma amiga da faculdade de Jakye, fala na esportiva.
— Ei! — Jakye fingiu indignação, as mãos saindo da mesa e sendo dramaticamente postas no peito. — Todos estão limpos, tá? — Todos riram com isso, deixando o clima leve. — Mas é sério, escolham com o coração. O copo certo chama a pessoa certa.
— Ou só será entornado tantas vezes, que deixará um bebado como na época da faculdade. — Ernest, namorado de Hime e amigo da faculdade de Jakye se pronunciou.
— Esse ano tem mais copos. — Leah diz curiosa olhando a mesa. — Gostei disso, em geral nunca ficamos todos juntos.
Set observou atentamente a mesa, como quem lê um mapa.
— Tá, mas e se o meu coração disser que quer o mesmo copo que outra pessoa? — Alan solta, olhando para Jakye.
— Aí vocês duelam até a morte — Respondeu Kloe, divertida, se aproveitando da ideia anterior dos mais velhos. — Ou jogam par ou ímpar.
Henrique, amigo de Jakye desde o início da faculdade, ri escandalosamente, estava ao lado de Pietro, seu companheiro, que controlava desesperadamente a própria gargalhada apoiado no balcão de frente para mesa. Ao lado deles estava Leah, uma das poucas amizades de trabalho de Jakye e na ponta da mesa estavam Hime e Ernest.
— Eu já sei qual é o meu. — Henrique resolve tomar a dianteira pegou um copo largo de vidro fosco, com uma borda irregular. — Tem cara de ser teimoso, tipo eu.
— E resistente. — Completou Pietro, se aproximando e pegando um copo de cerâmica bem trabalhado. — Esse aqui parece o tipo que não quebra fácil.
Jakye riu, observando o contraste entre eles.
— Combinam perfeitamente. — Disse Leah, observando atentamente o casal, depois escolhendo um copo simples. — Esse é simples, comum, mas é util. Gosto de ser assim na vida.
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