as arvores falantes e os lugares escuros que passamos

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Eu tinha as partes do corpo cortadas. Meus sonhos arrancados de mim, meu pulmão me informa que não posso respirar, no escuro vejo que estou num caixão.

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- Socorro... por favor, ajuda!

Com seus olhos brancos e seus braços quase desfalecidos, Elina quebra o caixão de madeira, e agradece como nunca por estar viva, o pulmão queimando de oxigênio. Estava bem.

Seu corpo se contraindo, ao redor um breu que a engolia, as árvores falavam e o vento cantava sua preciosa melodia.

- Com licença, você saberia me informar onde estou querida árvore.

Embutida de galhos enormes e retorcidos a anciã olhava com curiosidade e divertimento.

- Não sei oque pensar querida criança, estou a tanto tempo pregada, este lugar já teve tantos nomes, o mais recente que me recordo chamava este lugar de vazio

- Sempre muito criativos não é mesmo. De todo modo não sou uma criança, tenho 22 anos, e tu sabes uma maneira de sair daqui viva?

- Apenas vinte e dois anos! Para mim tu és ainda recém nascida, mas do que vale viver tanto quanto eu se não se pode sair deste lugar. Sabes que já não aguento minha vizinha, certa noite ela quase caiu, ela almeja um dia viajar, podes acreditar que sonho impossível a uma árvore.

- Penso que seja impossível mesmo, talvez devêssemos avisá-la que as suas próprias raízes a prendem no lugar de que tanto almeja sair, pensando agora como é triste a vida desta tua vizinha sonhadora, nem consigo imaginar se uma das minhas partes me prendessem, e eu quisesse desesperadamente fugir.

Elina, no fundo, de sua alma recordara-se de um sentimento, sua memória talvez lhe pregasse uma peça, talvez em algum lugar já tenha sido de fato presa.

- Sabes que a última vez que tivemos visitantes foi a um tempo, prometeram irem voltar, ainda estamos no aguardo, afinal apenas fazem cem anos.

Elina se sentia desconcertada em falar para sua árvore gentil, um detalhe que talvez não soubesse ou tivesse esquecido.

- Deverias saber uma coisa um pouco curiosa sobre nós humanos, querida amiga.

Os olhos de sua árvore frondosa, lacrimejavam, e adquiriram um certo brilho.

- Já estou a par destes fatos, criança, os teus Não vivem tanto quanto os meus, não é mesmo.

Elina não compreendia este curioso ser, se sua amiga sabia da condição imposta aos seres de carne e osso, porque teria ela esperado tão veementemente.

- Estou sentindo um calor de alívio, mas muita confusão, se sabias deste fardo, porque então esperar?

- Nunca ficou presa a um momento? Como se ao reviver essas lembranças mesmo que dolorosas pudesse rever o sentimento ou a pessoa estimada? Talvez eu tenha sido um pouco tola ao achar que voltariam, é impossível afinal.

Elina se constrangeu, conversando largamente sobre a vizinha de sua nova amiga, se distraiu de perguntar o essencial, oque seria, na verdade o (tananm)

- Me perdi tanto nesta conversa que nem continuei a me perguntar onde estou acreditas.

- Sim... é verdade, tinhas perguntando Mesmo! Mas ora, não sabes onde está? Que curioso a maioria das pessoas vem por interesse...!

- Como assim... Paremos de criar mistério desnecessário Por favor, onde estou me diga! - gritou veementemente. Queria saber oque era aquele lugar misterioso.

- Sabes teu nome não é mesmo? Se tu recordas da tua idade deves saber teu nome, enfim estamos no vazio, sabe quando alguém passa por uma situação traumática e precisa se reencontrar, este é o lugar em que recebemos os de primeira viagem.

- Engraçado... Não lembro do que possa ter me trago a este curioso lugar, já aconteceu de te esquecer de oque estavas Sentindo e logo após se sentir oca.

- Talvez nesta parte eu possa lhe ajudar

O jardim das coisas que não voltamStories to obsess over. Discover now