Espero que gostem.... Beijos
Em mais uma noite sombria, Samadrael bebia seu vinho olhando para baixo, do alto do seu castelo, vendo seu reino envolto em trevas. O rei olhava para cada canto, cada casa – não havia mais nenhum ser vivo ali além dele. E como isso aconteceu? Onde foram essas pessoas, seus súditos?
Bem... Irei lhes dizer, estavam todos mortos. Há um tempo, houve uma guerra; seu reino foi invadido e todos foram mortos, até sua amada mãe. Samadrael desistiu da guerra e se manteve recluso no seu castelo. Os outros reinos tinham medo de chegar perto daquele lugar. Apesar de seus amigos e todo o povo terem sido mortos, Samadrael lutou; ninguém escapava de sua espada. Ele dizimou um exército inteiro. E os reinos recuaram; eles o chamavam de demônio, de aberração.
Mas eles não sabiam que Samadrael era um híbrido – um homem de dois metros de altura, longos cabelos brancos, olhos cor âmbar e pele branca.
Samadrael andava solitário por seu castelo, até que deu de cara com uma velha senhora.
Samadrael: "Quem é você...?"
Olha para a velha senhora à sua frente: "Poderia me ajudar... Estou faminta", ela fala e se mantém de cabeça baixa.
Samadrael: "Sim... Venha comigo", fala sério mas em um tom gentil, e leva a velha senhora para a cozinha do castelo. "Sente-se, irei ver se há algo..."
"Você é tão gentil", a velha senhora fala.
Samadrael somente acena, lhe entregando uma maçã.
"Já que foi tão gentil comigo, tenho um presente para você, meu jovem", a velha senhora tira o velho manto que a cobria, se revelando uma bela mulher.
Samadrael: "A que devo a honra de sua visita?", Samadrael olha para a bela mulher, uma bruxa da luz.
"Samadrael, esse é meu presente a você", lhe entrega uma espada. O rei a pega e depois olha para a mulher.
Samadrael: "Eu não luto mais. Por que me dá uma espada?"
A mulher sorriu, seus olhos parecendo ver além do presente, como se vissem sombras do futuro. "Meu rei, você irá enfrentar muitas coisas ainda. A guerra está próxima", ela disse, olhando pela janela do castelo, onde a noite parecia envolver tudo em uma capa de escuridão.
"Os reinos estão com medo e irão atacar... Você, mais que todos, sabe o que eles são capazes", ela continuou, sua voz baixa mas carregada de significado. "Humanos com medo do que não entendem... Você sabe o que eles são capazes de fazer."
Samadrael franziu ligeiramente a testa, seu olhar âmbar fixando-se na mulher. "Eles me chamam de demônio, de aberração. Acham que sou uma ameaça por ser... diferente."
A bruxa da luz assentiu, seu rosto sério. "Sim, meu rei. Eles temem o que não compreendem. E você... você é um híbrido, com poderes que ultrapassam os deles. Eles querem eliminar o que os ameaça."
Samadrael apertou levemente a mão em torno da espada que ela lhe deu. "Eu não lutei por muito tempo. Depois... depois da morte de todos, não vi mais sentido."
A mulher deu um passo à frente, sua expressão intensa. "Mas você ainda é um rei, Samadrael. E um rei protege. Protege o que resta, protege a si mesmo... e talvez proteja algo mais."
Samadrael olhou para a espada em sua mão, como se pesasse o peso dela – não apenas o metal, mas o que ela representava. "Por que você me dá isso, bruxa? O que você quer em troca?"
A mulher sorriu novamente, um sorriso misterioso. "Eu quero que você se lembre, Samadrael. Lembre de quem você é. De sua força... e de suas escolhas. Não é um presente sem custo, mas um lembrete."
Samadrael sentiu algo se mexer dentro dele – uma faísca, talvez, de algo adormecido. "O que você vê no futuro, bruxa? O que está por vir?"
A mulher olhou para a noite lá fora, como se visse coisas que outros não viam. "Vejo sombras se movendo, meu rei. Vejo reinos se preparando para atacar o que resta do seu. E vejo... uma escolha. Uma escolha que você fará, Samadrael."
O silêncio caiu por um momento, com apenas o som distante do vento no castelo.
Samadrael ficou parado no castelo, olhando para o espaço onde a mulher havia estado momentos antes. Ela desapareceu, deixando apenas um silêncio quase palpável no ar.
" No momento certo você terá sua felicidade, ... mas não antes de lutar por ela", ele repetiu baixinho as palavras dela, como se tentasse entender o significado por trás delas.
A espada ainda estava em sua mão, seu peso parecia um lembrete concreto das palavras da bruxa. Samadrael olhou para a lâmina, os reflexos da luz fraca do castelo dançando sobre o metal.
Lutar por ela... Por felicidade? Depois de tudo o que perdeu? Depois de ver seu reino destruído, sua mãe morta, seus amigos... todos mortos.
Samadrael sentiu um misto de emoções – dúvida, uma ponta de raiva talvez, e algo como... uma semente de curiosidade. O que significava aquela frase da bruxa? O que ela viu no futuro dele?
Ele começou a caminhar pelo castelo, solitário como sempre, mas agora com a espada na mão – um objeto que parecia simbolizar algo além de mera defesa. Algo como uma escolha.
Enquanto andava, imagens do passado começaram a voltar à sua mente – memórias de sua mãe, de risadas com amigos no pátio do castelo, de dias em que seu reino era cheio de vida.
E então, uma imagem veio à tona – uma imagem de alguém. Alguém que ele não via há muito tempo. Alguém chamado... Lyra.
Lyra era uma jovem que vivia nas bordas do reino de Samadrael, uma pessoa com um espírito livre, curiosa, que sempre parecia ver além das coisas comuns. Samadrael a encontrou algumas vezes antes da guerra... antes de tudo desabar.
Samadrael parou no meio do corredor do castelo, perdido em pensamentos sobre Lyra. Será que ela... ainda estava viva?
A bruxa disse que ele teria felicidade "no momento certo"... e que ele precisaria lutar por ela.
Samadrael apertou a espada com mais força. Começava a se formar dentro dele algo como... um propósito?
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espada de ouro
Fanfictiona muito tempo em uma era a muito esquecida. avia um rei samadrael, ele ara um guerreito formidavel nenhu inimigo nunca fugiu de sua espada. o rei nao era bem visto por outros reinos, o titulo de rei solitario avia sido o dado, todo seu povo avia...
