Rafaela Lourenço, tem 21 anos e está apenas começando a descobrir o que é viver.
Entre responsabilidades que parecem pesadas demais, sonhos que teimam em não sair do lugar e decisões que mudam tudo em segundos, sua vida é um equilíbrio frágil entre...
Aqui estou eu, em mais uma pequena festa de aniversário, fingindo felicidade e empolgação. Completando 11 anos, observo as pessoas ao meu redor. Algumas me parecem falsas; outras realmente se importam. Depois do parabéns, assopro as velas… sem imaginar que aquele dia marcaria o início do caos na minha vida.
Tempo atual
Acordo com batidas na porta. Odeio ser despertada aos gritos. Sempre me assusto e demoro a raciocinar. Abro a porta e vejo minha mãe, já com o celular na mão.
— Tem como resolver esse negócio do banco? — pergunta, firme.
— Mãe! Deixa eu acordar direito primeiro. Depois do banho e de escovar os dentes, resolvo pra senhora, tá? — respondo, ainda na cama.
Ela sai, e eu me afundo nos pensamentos. Sento na cama e relembro o sonho que tive; parecia real demais. Levanto, pego toalha, shampoo, condicionador e escova de dentes. No banheiro, começo a tirar o pijama… estou exausta. Trabalhar das oito da noite até quatro e vinte da madrugada é pesado. Sempre imaginei que, aos 18, minha vida estaria encaminhada, mas aqui estou, quase 22, sem nada construído. Me encaro no espelho.
— Você, Rafaela Lourenço… é uma vergonha para a família. — sussurro, apontando o dedo para meu reflexo.
Após o banho, me enrolo na toalha e escovo os dentes. Saio do banheiro, visto uma blusinha preta e um shortinho curto, finalizo meus cachos — que amo, mesmo que às vezes queira alisar — e vou à cozinha. Mamãe já prepara o almoço; acordei tarde hoje.
Sento à mesa e vejo o celular dela. Pego-o para conferir o que precisava. Está tudo certo.
— Mãe, já tá tudo certo… vou para meu quarto. — digo, levantando-me.
Meu quarto fica no quintal, junto ao banheiro. Tranco a porta e me jogo na cama.
— Daqui alguns dias, completo 22 anos… minha vida é um caos. Cheia de altos e baixos. — murmuro, sozinha.
Pego meu celular. Notificações sem parar: minhas amigas enviando reels. Suspiro e abro o WhatsApp. Lá está a mensagem do meu “caso indefinido”. Quase um ano de enrolação. Perdi minha virgindade com ele no ano passado, aos 21. Eu esperava alguém certo, mas não aconteceu.
Não respondo; não estou no clima. Verifico se já mandaram a ficha do trabalho de hoje. Trabalho em um centro logístico, pegando pedidos online. É cansativo. Sou diarista, só atuo quando me inscrevo nos links que eles enviam. Hoje, porém, descanso; trabalhei quase a semana toda.
Mando mensagem no grupo das meninas: sexta-feira, hora de beber — o de sempre: gin com energético.
Olho ao redor do quarto. Bagunça. Confesso que andei desleixada. Dobro lençóis, organizo meus ursinhos — Homem-Aranha e Banguela. Ganhei o Homem-Aranha do meu caso indefinido… quase joguei fora. Nunca tive sorte no amor; meu primeiro namoro foi aos 16, com alguém bem mais velho. Conturbado, cheio de lembranças que me invadem. Afasto-as.
Depois de alguns minutos, tudo arrumado e cheiroso. Olho o relógio: quase uma da tarde. Vou dormir… nem estou com fome.
Algumas horas depois
Acordo às seis da tarde. Levanto e corro para o banho. Escovo os dentes e volto ao quarto. Hora de me arrumar. Faço maquiagem básica: gloss, delineado, corretivo, um toque de blush. Cabelo finalizado, escolho um vestidinho colado e justo. Visto-o, coloco meu “guerreiro”, meu saltinho preto, e me olho no espelho. Me sinto poderosa, sexy e pronta para a noite.
As meninas avisam no grupo que estão me esperando. Pego minha bolsa, tranco a porta e sigo. Mamãe conversa com meu pai na cozinha; dou um beijo rápido e saio.
Em frente de casa, encontro Karolina e Gabriela. As cumprimento.
— Hoje à noite promete. Espero que a gente pelo menos dê uns beijinhos. — sorrio, sentindo a expectativa subir.
— Estou ansiosa. — diz Gabriela, 17 anos, vibrando de empolgação.
— Melhor a gente se controlar. — alerta Karolina, 21 anos, quase da minha idade. Eu sou um ano mais velha.
Prontas e deslumbrantes, chamamos um Uber. A noite promete. Vamos a uma festa privada de um amigo, e ainda bem que é perto.
Vinte minutos depois, chegamos. A música pulsava, vibrante, ecoando do lado de fora. Pagamos o Uber e entramos. David aparece. Tão gato quanto nos rumores.
— Agora sim, a festa melhorou cem por cento. As mais belas e divertidas chegaram. — sorri, aquele sorriso capaz de hipnotizar qualquer um… menos a mim.
Cumprimentamos David e preparamos nossa bebida: gin com energético. Sem erro.
A pista de dança começa a encher. Funk e batidas envolventes fazem todo mundo se mover. Dançamos, rimos, sentimos o calor da noite. Cada gesto, cada olhar, cada risada aumenta a adrenalina, e eu sinto o clima da festa envolvendo cada um de nós.
As luzes piscam, corpos se aproximam, sorrisos provocam olhares, e a energia da noite é quase palpável. A festa mal começou, mas já prometia momentos inesquecíveis, cheios de intensidade, desejo e diversão.
Oii! Essa é a minha primeira obra, onde vamos conhecer as histórias de Rafaela, Karolina e Gabriela. Espero que gostem!
Já deixo avisado: vai rolar muitos palavrões e também cenas de teor sexual. O livro pode retratar um pouco da vida de alguns jovens e adolescentes fora da vista dos pais (não estou generalizando).
Não se baseiem em tudo o que vou escrever aqui, e peço também que não haja julgamentos, pois a narrativa vai mostrar a história de uma personagem menor de idade.
Espero, de coração, que gostem da leitura!
Oops! This image does not follow our content guidelines. To continue publishing, please remove it or upload a different image.
Essa são as características delas...uma pequena apresentação de como elas são, além dá história dá Rafaela, vamos contar a história de Karolina e Gabriela.