Chama Ardente.

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Mais um dia chegava ao fim, os raios solares dourados que pintavam o céu anunciavam a chegada da noite, um suspiro cansado e batidas frenéticas do pincel tomavam o ambiente. Tsunade observava atentamente o pergaminho, à sua frente, lendo com atenção o conteúdo que estava ali escrito. — Mais uma reunião? Com seu tom de voz desanimador, ela suspirava mais uma vez. A verdade é que a mesma odiava com todas as suas forças todo o protocolo que deveria seguir. Shizune soltou um pequeno riso ao notar o olhar tedioso que sua mestra exibia ao receber a informação. —Tsunade-sama, já se passaram 2 anos desde que você se tornou Hokge e ainda não se acostumou? Perguntou à jovem que trazia em seus braços mais uma montanha de papéis. Tsunade ao ouvir o barulho alto das montanhas de papéis que eram depositados em sua mesa, revirou os olhos desejando sua morte. — Mas que inferno! Ela bufou, encarando as folhas sobre a mesa. —Eu prometo que esses serão os últimos! Disse a jovem, soltando um sorriso sem graça ao notar o olhar ameaçador que sua mestra lhe lançava. Tsunade estava pronta para responder sua a sua aprendiz. Quando ouviu batidas leves na porta de madeira à sua frente, seus olhos se mantiveram atentos na porta que se abria lentamente, revelando duas figuras que ela conhecia muito bem. —Tsunade-baachan nós voltamos! Anunciava aos berros o garoto de cabelos loiros enquanto era acompanhado por seu mestre, que apenas lançava um olhar calmo em direção à loira. — Eu acho que ela já sabe disso Naruto. Disse o homem, respirando calmamente encarando o garoto hiperativo ao seu lado. Tsunade fechou os olhos com força, tentando manter a calma. — Por que você chega gritando desse jeito, Naruto?! Shizune perguntou ao notar a cara de desaprovação da loira ao seu lado. — Desculpe. Disse o garoto com um sorriso forçado ao notar o olhar irritado da Senju sobre si. Tsunade suspirou calmamente, afundando seu corpo na enorme cadeira em que estava, estendeu sua mão calmamente para o mais velho, aguardando o relatório. — Aqui está o relatório da missão. Jiraya disse enquanto caminhava até a mesa da mesma, entregando em suas mãos o pequeno pergaminho. Suas mãos se tocaram delicadamente por um instante, causando um pequeno riso no mesmo que encarava suas unhas pintadas agora em um vermelho carmesim. Com seu polegar, ele discretamente deslizou seus dedos sobre a pele macia da mesma. Tsunade notou o toque suave e ao encarar seu rosto, ela notou olhar malicioso que o mesmo laçava. Rapidamente ela virou seu rosto, quebrando o contato visual com o mesmo. Ainda constrangida, ela puxou rapidamente o pergaminho de suas mãos. Fazendo assim, o mais velho revirar os olhos em desaprovação. — Vamos, Ero-sennin! Gritava o mais novo enquanto batia os pés freneticamente, demonstrando ansiedade Jiraya sabia exatamente o motivo pelo qual o garoto estava daquela forma e suspirou, virando-se para encarar o menor. — Já falei para você parar de me chamar assim, seu moleque, e eu ainda tenho que relatar a missão ao Hokge! —Eu estou morrendo de fome, você prometeu que pagaria o Lamen hoje! —Olha aqui, se eu pagar você fica de boca fechada? Naruto rapidamente assentiu freneticamente. —Eu ainda tenho que repassar os detalhes da missão para a Tsunade então porque você não vai até o ichiraku e compra seu jantar? Jiraya retirou de dento do seu quimono uma pequena carteira entregando para o garoto uma grande quantia de dinheiro. —Isso é o suficiente? Os olhos de Naruto brilhavam maravilhado ao notar a generosa quantia em suas mãos. —Obrigado ero-sennin! Disse o menino animado enquanto dava pulos de alegria, Jiraya lançou para o mesmo um olhar desanimado ao ouvir novamente o apelido ofensivo que o mesmo havia dado a ele. Naruto ignorou o olhar irritado do mesmo saindo em seguida da sala. Tsunade soltou um pequeno riso ao ver a forma como os dois se tratavam. — Vocês dois são iguais. Jiraya fez beicinho, encarando a mulher que ria ao se recordar do sannin mais novo. — Bem, esses eram os últimos relatórios do dia, então vou encerrar por hoje. Assim que a senhora finalizar os relatórios que faltam, poderá descansar também. Shizune disse enquanto se retirava do local, fazendo uma breve reverência para os Sannins que estavam na sala. Jiraya observou a porta que se fechava atrás deles e rapidamente lançou um olhar para a Senju, que ainda permanecia sentada em sua cadeira, revisando o relatório da missão que ele havia entregado. — Vocês tiveram uma viagem interessante...  disse ela, ainda de olho no pergaminho. Foi quando então sentiu as mãos de Jiraya agarrarem sua cadeira, virando-a em sua direção. — Mas o que você... As palavras fugiram de seus lábios enquanto ela se perdia na imensidão dos olhos negros do homem que a encarava com tanto desejo. Jiraya rapidamente aproximou seus rostos, tomando os lábios da loira em um beijo feroz. Tsunade foi pega de surpresa, mas sentiu seu corpo relaxar em seguida ao sentir a língua do homem que dançava vagarosamente em sua boca. Sem fôlego, ele separou seus lábios, ainda mantendo seu rosto próximo ao dela; ele sentia a respiração desregulada dela em seu rosto. — Eu estava morrendo de saudades, Hime... Ele suspirou contra os lábios dela, voltando a tomá-los em um beijo ardente. Tsunade sentia seu corpo formigar por completo quando sentiu o desespero que ele a tomava em seus braços. Sem pensar duas vezes, ela agarrou seus cabelos platinados, aproximando ainda mais seus corpos. O beijo se tornava cada vez mais intenso, demonstrando a necessidade que ambos tinham de manter aquele contato. Jiraya delicadamente retirou o haori verde que estava sobre os ombros dela. — Jiraya, aqui não! Ela suspirava enquanto sentia os lábios dele deslizarem em direção ao seu pescoço. — Eu não vou aguentar ficar mais um minuto longe de você! Disse ele em um sussurro enquanto distribui beijos molhados pela pele alva dela, arrancando suspiros de sua amada. — Mas e se alguém entrar aqui? disse ela de forma preocupada. Jiraya soltou um sorriso de canto ao pensar na ideia de alguém flagrá-los em seu momento íntimo. — Seu tarado! Disse ela, corada, ao notar o sorriso lascivo que ele ostentava em seu rosto. — Eu mataria qualquer um que ousasse ver seu corpo além de mim, Hime, você sabe disso! Disse ele de forma obsessiva enquanto apertava fortemente suas mãos no quadril dela, forçando-a a se levantar da cadeira. Seus rostos estavam próximos novamente, e eles podiam sentir a respiração um do outro. Tsunade suspirou ao encarar os olhos dele, que demonstravam ciúmes. — Você é tão ciumento assim? Ela mordeu os lábios, encarando seus olhos cor de ônix que queimavam em desejo. Antes que ela concluísse sua provocação, ela sentiu as mãos fortes e habilidosas dele deslizarem por suas coxas, apertando com firmeza a região. Fazendo-a soltar um gemido prazeroso. Rapidamente ele a pegou no colo, fazendo com que ela soltasse uma risada devido à surpresa. Ela ficava maravilhada com toda a força que aquele homem havia conquistado em todos esses anos, Jiraya possuía um corpo esculpido pelos deuses, e o fato de ele levantá-la com tanta facilidade deixava-a ainda mais excitada. Ele vagarosamente a levou até o sofá no canto da sala, depositando seu corpo sobre o local. Observando a mulher totalmente rendida aos seus toques, ele vagarosamente se desfez do seu quimono, revelando assim seu corpo. Tsunade suspirou ao notar seus músculos esculpidos, suas cicatrizes e o suor que deslizava por sua pele levemente bronzeada. Ele pegou a mão dela, colocando-a sobre o cós da sua calça, lançando um olhar malicioso para ela, que entendeu rapidamente o recado que ele havia lhe dado. — Não falamos nada sobre deixar alguém me flagrar nu em seu escritório. Tsunade sorriu ao perceber que ele ainda estava com o assunto anterior em sua mente. — Você é um pervertido, sem cura, Jiraiya! Ele sorriu, mas seu sorriso deu lugar a um gemido abafado quando sentiu as unhas da Senju arranharem seu abdômen. — Tsunade...  ele suspirou seu nome enquanto fechava os olhos ao sentir a pequena mão da mulher desfazer delicadamente o laço em sua calça. Foi quando então uma batida na porta chamou a atenção dos sanins. Tsunade rapidamente empurrou Jiraiya, que caiu de costas contra a parede ao lado. Ele soltou um gemido de dor enquanto recebia o olhar preocupado da loira sobre si. — Você está bem? Ele apenas assentiu enquanto respirava vagarosamente, tentando recuperar o ar. Naruto entrou rapidamente no local, sacudindo o pequeno pote de alimento que trazia para seu mestre. — Ero-sennin, eu trouxe lamen! recebendo o olhar dos dois sannins que pareciam assustados, ele parou rapidamente ao notar que seu mestre estava semi-nu. — O que aconteceu? Cadê seu quimono?! Ele encarava confuso o homem que tinha em seu rosto um olhar irritado. O silêncio constrangedor foi tudo o que ele recebeu em resposta. Voltando a encarar Tsunade, ele percebeu que ela tinha um leve rubor em suas bochechas. — O que aconteceu aqui? Jiraya suspirou, levantando-se calmamente do chão, pegando seu quimono que estava jogado na sala. — Você não está vendo, seu idiota? Tsunade sentiu seu coração disparar ao ouvir as palavras. Será que ele seria capaz de revelar seus segredos?  —Tsunade estava curando os meus ferimentos da última missão. Disse ele de forma desanimada. Tsunade respirou aliviada, soltando um pequeno sorriso. — Mas nós quase não entramos em conflito nessa última missão. O Uzumaki franziu o cenho ainda confuso. — Eu não preciso te falar todos os detalhes da missão, garoto! Disse Jiraya enquanto vestia novamente suas roupas. Naruto então soltou um longo "Aaaa", recordando um momento em que o sannin havia desaparecido de suas vistas — isso foi quando você sumiu. — Isso. Suspirou ele, já cansado de tentar achar desculpas. — Você se meteu em encrenca de novo enquanto espiava as garotas na fonte termal? Jiraya engoliu a seco desesperadamente ao sentir o olhar da Senju queimar em suas costas. — Olha, Naruto, agradeço que tenha trazido o jantar, mas eu e Tsunade precisamos focar em todos esses papéis. Disse ele nervosamente, pois sabia que o garoto o havia colocado em uma péssima situação com a Hokage. — Por que vai ajudar a baa-chan? Esse é o trabalho do Hokage, afinal, e você sempre diz que esse é um trabalho para pessoas idiotas. — Não seja mentiroso, eu jamais diria algo assim! Jiraya sentia seu coração bater freneticamente sempre que o Uzumaki abria a boca, pois ele sabia o que o aguardava depois. — Trabalho de pessoas idiotas?! Tsunade se aproximou do albino com um sorriso falso em seus lábios. Jiraya sentiu um leve tremor em suas pernas ao sentir as mãos de Tsunade tocarem seu ombro delicadamente.  — Bem, não foi isso que eu quis dizer... Quer dizer, Naruto não consegue interpretar bem às vezes, não leve em consideração as palavras dele. Disse o homem enquanto sentia o olhar mortal dela. — Mas foi isso que você disse, que ser Hokage é um trabalho de quem já desistiu da vida. — Seu moleque idiota, cale a boca! O albino gritava desesperadamente, lançando um olhar ameaçador para o loiro à sua frente. — Naruto, poderia nos dar um momento a sós? Jiraya engoliu nervosamente ao sentir o timbre de voz calmo e doentio da mulher. Naruto apenas deu de ombros, se retirando do local quando ouviu um estrondo alto vindo da sala. — Tsunade, por favor, se acalme! Ele implorava de joelhos enquanto sentia o temor tomar conta do seu corpo. Mais um livro havia sido arremessado contra a parede atrás do sannin. — Trabalho de idiota, é?! Ela rangia os dentes em fúria enquanto caminhava em direção ao corpo ajoelhado do homem. Ele lentamente levantou seu rosto para encarar a mulher que estava de pé diante dele. Sem dizer uma palavra, ela o ergueu sem nenhuma dificuldade, segurando na gola de seu quimono, forçando-o a encarar seus olhos cheios de ira. — Hime, por favor! Ele suplicava de forma chorosa: — Você foi mesmo às fontes termais expiar garotas, depois de tudo o que fizemos?! Sua voz firme evidenciava raiva. O que fez o coração do homem acelerar ainda mais. — Tsuna, eu jamais faria isso, eu sou totalmente seu! — Não minta para mim! Ela segurou com mais força a camisa do homem, engasgando-o levemente. — Tsu! Ele sentia dificuldade para continuar sua fala. — Eu prefiro virar um eunuco do que olhar para outra mulher que não seja você! Tsunade, ao ouvir aquelas palavras, soltou o homem e virou de costas para ele, ouvindo o baque do seu corpo que caía no chão, seguido de uma tosse desesperada. — Tsuna, não seja tão rude comigo! Ele sussurrou enquanto se levantava calmamente: — Se você não foi até as fontes, então por que o Naruto disse aquilo? Jiraya soltou uma pequena risada, chamando a atenção da mulher que voltava a encarar o mesmo. Ele esfregava lentamente o pescoço, que agora estava avermelhado. — Qual é a graça, seu idiota?! — Eu fui até as fontes, mas não foi para espiar ninguém, eu juro! Tsunade sentiu uma veia saltar de sua testa, ainda mais irritada. — Eu fui atrás disso. Disse ele enquanto tirava do bolso de sua calça dois tickets. Tsunade rapidamente foi até ele, arrancando de suas mãos os papéis. Encarando-o com curiosidade, ela o encarou de volta. — O que é isso? Jiraya sorriu de forma sem vergonha, se aproximando da loira novamente. — Você quer descobrir? Ao notar sua expressão, ela rapidamente sentiu suas bochechas queimarem. — O que foi, princesa? Perguntou ele, tocando com delicadeza o rosto dela. — Idiota... — Porque? Ele perguntou fingindo se ofender: — Eu não vou com você a um lugar desses! — Tsuna, meu amor é algo privado, ninguém vai nos ver. Ele sorriu, encarando a mulher que sentia seu coração bater rapidamente, só de pensar que estaria em uma fonte termal com ele. — E, além do mais, aposto que você nunca teve uma experiência assim. Ele se aproximou do pescoço da mulher, depositando um beijo demorado no local, causando arrepios nela. — Vamos, vai ser divertido. Implorou ele com o olhar. O que causou uma breve risada na mulher. — Jiraya, eu sou a Hokage, como você mesmo disse, esse é um trabalho para quem desistiu de viver, então eu não posso abandonar a vila para acompanhar suas aventuras eróticas. Ele sorriu fracamente enquanto segurava os ombros da loira, fazendo uma leve massagem no local. — Tsuna, você precisa relaxar um pouco, tenho certeza de que um fim de semana fora não vai colocar a vila de cabeça para baixo. Você pode pedir para Shizune assumir enquanto aproveitamos, afinal, quase não tivemos um encontro nesses últimos 3 meses. O que acha de um banho quente e relaxante juntinhos? Ele mordeu os lábios, encarando a mulher à sua frente. Ela suspirou em rendição. — Eu vou ver o que posso fazer. — Ótimo! Jiraya sorriu alegremente, depositando um beijo na bochecha dela enquanto se afastava e ia em direção à porta. — Espere aí! A voz da Senju soou firme, fazendo-o se virar rapidamente. — Você atrasou todo o meu trabalho, eu deveria estar em casa agora, então, como punição, você vai cuidar do resto do trabalho! — Fala sério, Tsuna, você é tão cruel! Ele murmurou enquanto voltava até a mesa dela. — E nada de carimbar sem ler! — Sim, hime. Concordou ele de forma tristonha enquanto observava a mulher que se retirava do escritório. — Boa noite, baka! Ele soltou uma risada ao ver que ela mostrava a língua para ele, assim como em sua infância. — Boa noite, hime.


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⏰ Última actualización: Sep 17, 2025 ⏰

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