Charlotte acreditava que sua mudança para Chiang Mai seria apenas mais um capítulo comum em sua vida. Mas então ela encontrou Engfa, uma presença hipnótica, misteriosa e impossível de ignorar.
Entre sombras, segredos e olhares que queimam mais do qu...
Oie, bem-vindas (os). Essa é a primeira vez que escrevo uma fanfic, sou apaixonada nesse mundo de Gl. Espero que vocês gostem da história, a interação de vocês é bem importante para mostrar onde eu posso melhorar na próxima.
Boa leitura. 🥰.
O PRIMEIRO OLHAR
A noite caía sobre Chiang Mai como um manto silencioso, e Charlotte Austin sentia cada passo seu ecoando nas ruas antigas. Ela tinha 22 anos e, embora confiante, havia algo no ar que a deixava inquieta. Talvez fosse a mudança repentina para uma cidade desconhecida, ou talvez aquela sensação de que algo maior estava prestes a acontecer, mas que ela não tinha ideia do que seria.
- Charlotte! Espere! - gritou Nicha.
Nicha, sua amiga extrovertida, que ama uma festa e sempre tenta arrastar Charlotte junto a ela. Nicha foi correndo atrás dela, meio desengonçada e equilibrando uma bolsa cheia de livros.
- Nicha, você está sempre correndo atrás de mim! Desse jeito você pode acabar caindo - Charlotte riu, aliviada por ter alguém conhecido ao seu lado.
- Você precisa se adaptar, ou vai se perder nesse lugar! Além disso, você precisa ver uma coisa. - Ela puxou Charlotte até um café antigo, onde Ploy já estava sentada com uma expressão séria.
Poly é muito estudiosa e tímida, de poucos amigos, anda sempre com Nicha.
- Então, essa é a famosa Charlotte? - disse Ploy, oferecendo um sorriso tímido. - Nicha não para de falar de você.
Charlotte sorriu de volta, sentindo um pouco da tensão desaparecer. No entanto, mal sabia ela que algo muito mais intenso e perigoso a aguardava naquela cidade. Elas se despediram, já que no dia seguinte precisariam acordar cedo para ir estudar.
Enquanto caminhava pela universidade no dia seguinte, Charlotte percebeu uma presença estranha. Uma figura sentada em um banco, sozinha, a observava com um olhar penetrante. A aura dela era fria, quase hipnotizante.
Engfa Waraha tinha 110 anos, mas aparentava 26. Seus cabelos negros brilhavam sob a luz do sol que ela parecia evitar. Seus olhos escuros capturaram imediatamente a atenção de Charlotte.
- Você é nova aqui, não é? - Engfa falou, sua voz baixa e rouca.
Charlotte com um frio estranho na barriga e arrepios em sua pele, engoliu em seco - Sim... sou Charlotte.
Engfa a estudou por alguns segundos, como se avaliasse algo invisível. Então virou, caminhando lentamente pelo corredor. Charlotte sentiu o coração disparar, mas não conseguia desviar o olhar e nem entender o que estava sentindo.
Mais tarde, na biblioteca, Charlotte encontrou Nicha e Ploy.
- Hoje cedo vocês viram aquela menina estranha no corredor? - Nicha perguntou, franzindo a testa.
- Estranha? Quem? - Ploy perguntou, curiosa. - Aquela... Engfa. Parece saída de outro mundo. Charlotte hesitou. - Eu... senti algo nela... algo que não consigo explicar.
Enquanto isso, Engfa observava Charlotte entre as prateleiras da biblioteca. Engfa também sentiu algo por Charlotte que não havia sentido em todos os seus 110 anos.
De longe, Mek, mentor de Engfa com um leve gesto de mão, controlava uma barreira de proteção invisível ao redor de Engfa, pois já estava percebendo algo estranho acontecendo.
"Ela é humana, Engfa. Não se aproxime demais" - alertou Mek por telepatía, sua voz carregada de preocupação. "Você sabe o risco".
"Eu sei, Mek... mas algo nela me atrai" - respondeu Engfa, os olhos brilhando com uma intensidade incomum.
Ao cair da noite, Charlotte caminhava para casa, acompanhada de Nicha e Ploy. No caminho, algo se moveu entre as árvores. Charlotte parou, sentindo o instinto de alerta que não compreendia.
- Charlotte, calma... deve ser apenas um gato - disse Nicha, tentando parecer confiante.
Mas Charlotte sabia que não era apenas um gato. Sentiu como um vento rápido passando por sua pele. Quando olhou para trás, Engfa estava imóvel e elegante, como se tivesse surgido das sombras.
- Vocês não deveriam andar sozinhas à noite - disse Engfa, sua voz agora mais próxima e mais hipnótica.
Charlotte engoliu em seco. - Eu... não sei o que dizer.
Engfa sorriu levemente, mostrando um brilho nos dentes. Mas não era um sorriso comum; havia um mistério ali, um segredo que Charlotte ainda não podia compreender.
Mais atrás, Sirin, amiga e ao mesmo tempo rival de Engfa observava. Seus olhos mostravam uma mistura de ciúme e curiosidade. Ela sentiu que Engfa estava se interessando por uma humana, e isso poderia trazer complicações para o clã dos pais de Engfa.
- Isso vai ser interessante - murmurou Sirin, um sorriso irônico surgindo em seu rosto.
Enquanto Charlotte chegava em casa, inconsciente da tensão crescente, Engfa permanecia à distância, observando cada movimento, cada hesitação. Sentia naquele momento que sua função era garantir a segurança e proteção de Charlotte, mesmo que a distância. O mistério estava apenas começando.
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SPOILER 🤭 Charlotte sente que algo não está certo com Engfa, mas não consegue se afastar. A tensão aumenta com a presença de Mek e Sirin, e o segredo de Engfa ainda está protegido.
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