Prólogo - Mon Cher

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A noite em Nevermore nunca era silenciosa. As árvores sussurravam segredos que nenhum aluno ousava repetir, e a lua, pálida e fria, iluminava o cemitério como se fosse palco de um espetáculo proibido.

Foi ali que tudo começou.

Um estalo elétrico, como um trovão engarrafado, rompeu o silêncio. Pugsley Addams, escondido entre as lápides, observava com olhos arregalados o corpo sem vida começar a se mover. O cheiro de terra e morte se misturava ao ar, enquanto ossos rangiam e músculos retorcidos voltavam a se encaixar.

Isaac Night abria os olhos. Não havia humanidade neles — apenas fome, apenas escuridão.

Os primeiros passos foram trôpegos, mas a cada movimento, fragmentos de memória se misturavam à dor. Seu coração mecânico, enterrado e esquecido, pulsava fraco dentro do peito. Ele não sabia quem era. Não ainda.

Dias depois, nos corredores da Academia Nunca Mais, seu olhar encontrou algo impossível.

Uma figura de cabelos negros, pele pálida e aura inconfundível caminhava como se a própria noite a seguisse. Perséfone Addams.

E naquele instante, a fome deu lugar a algo ainda mais perigoso.

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Mon Cher - Isaac Night Histórias para pegar e não largar. Descubra agora