1° Capítulo : Apresentação

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No ano passado eu cheguei em uma nova escola, uma coisa que não te dizem é como os anos passam rápido quando você entra no ensino médio. Nem vi primeiro ano acontecer direito e já tô aqui no segundo, tomará que esse ano seja tranquilo como o anterior.

Meu nome é Nero, aquele nerdinho que você deve ter esquecido que já estudou junto mesmo que por anos. Nada demais, 1,70 de altura, 15 anos, decente de asiático, sagitariano, que não tem muitos amigos. As pessoas que me conhecem costumam a falar que para o jeito que eu ajo, seja lá o que isso significa, deve ser pelo costume de não chamar muita atenção, é o melhor a fazer quando se tem parentes desse... ramo profissional ilegal.

Ok, andando pelos corredores da escola me esforço para ter algum interesse no que meu amigo está falando, e sem sucesso acabo viajando em pensamentos aleatórios, olhando para qualquer canto do corredor que parece diferente. Olhando para frente vi um casal bem próximos, "odeio casal feliz" não pode deixar de pensar. Mas foi tarde demais quando percebi que já estava olhando a um tempo mais do que o comum, e o garoto me encara de volta como se eu fosse um tarado, aí que vergonha, até tentei desviar o olhar, mesmo assim sentia ele ainda me encarando.

- Pronto, fundeu, não pode nem olhar pra frente mais - Digo ao meu amigo.

- Ham? - Ele não percebe o que tinha acontecido, pelo menos funcionou e o cara parou de me olhar.

Eu até tinha pensado que depois disso o semi-conflito tinha se encerrado, mas sabe quando você percebe a existência de uma pessoa e ela começa a aparecer em todos os lugares, então, as encaradas desse fulano se repetiram mais vezes do que eu gostaria, um garoto negão, alto, marromba e bonitin, como alguém com skin rara consegue sequer pensar que justo A MINHA PESSOA pode estar afim da mina dele? Deus, me ajude.
E assim eu percebi que ele era da minha sala também, e pior ainda, ele é o tipo de cara inconsequente que zoa até com os professores e nem pensa duas vezes antes de falar uma merda. Em resumo, o badboy, o tipo de pessoa que eu me incomoda só por estar vivo.

- Dante? - A professora estava fazendo a chamada.

- Presunto! Hahahahaha. - Respondeu o ele, e sério, acho que o único ponto ruim dele é o humor horroroso e infantil.

Duas semana se passaram com esse cara sendo uma farpa no meu dedo. Sempre gritando quando qualquer coisa acontecia, rindo de forma extravagante, soltando flatulências insuportáveis na sala fechada com as janelas fechadas. Por quê? Por que esse cara não sai do meu pé?
No intervalo a tarde, a namorada dele quase caí na minha frente, meu reflexo foi ajudar, segurei ela por trás pela barriga e braço e por pouco ela não ralou o rosto no chão.

- Cê tá bem, garota? - Tinha até falado no meu tom de voz normal, ou seja, baixo, só não entendi o porquê eu senti o braço dela arrepiar.

- Aí, aí, sim. Brigado, tchau - Ela saiu quase que voando de perto de mim.

Quando comecei a andar percebi quem estava por perto, ele deve ter visto quase tudo que tinha acontecido. Ok, sem problemas né? Eu só tava ajudando ela pra não cair.

Eu estou só há uns 30 passos da escola, as aulas do dia tinha acabado, a felicidade de ir embora para casa acabou rápido com um só frase.

- Ei, viado. - Aí não, eu reconheço essa voz, e como não reconhecer, ele fica gritando o tempo todo.

Virando ainda com esperanças que seja outra pessoa, ou que não fosse a mim quem estão chamado, mas não, infelizmente não tenho tanta sorte na vida. Esse tão de Dante está se aproximando com postura agressiva e outros dois colegas.

- Ei boy, que que tu que com a minha muie? - Não aparenta querer só uma resposta formal e verbal.

- Quem? - Não disse em voz debochada, mas por algum motivo esses moleques com ele já estão "rindo" (gritando) como se eu tivesse insultado a mãe dele.

Nero & DanteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora