Entre Estrelas e Sardas

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Era uma daquelas noites em que o céu parecia ter sido feito sob medida para Regulus Black.
Ele estava deitado sobre a grama macia dos jardins de Hogwarts,
os olhos perdidos no céu estrelado,
as mãos cruzadas sobre o peito.
Sardas pequenas cobriam seu nariz e bochechas como se fossem constelações próprias,
e ele suspirava suavemente, sentindo a brisa fresca da noite.
— Adivinha o que eu vejo? — perguntou uma voz suave, próxima demais do seu ouvido.
Regulus virou a cabeça lentamente e encontrou James Potter deitado ao seu lado, um sorriso preguiçoso nos lábios.
— Uma constelação idiota chamada Potter?
— Quase — respondeu James, rindo. — Eu vejo a constelação mais linda de todas... chamada Regulus.
Regulus revirou os olhos, mas não conseguiu esconder o sorrisinho que escapou.
James sabia exatamente como provocá-lo e mimá-lo ao mesmo tempo — era quase irritante. Quase.
— Você é ridículo.
— E você é encantador — respondeu James, rolando para o lado e apoiando a cabeça na mão para observar melhor o rosto de Regulus. — Eu adoro suas sardas. São tipo... estrelas exclusivas. Só minhas.
Regulus corou.
— Você é péssimo com metáforas.
— Mas ótimo em beijar — disse James, inclinando-se devagar até suas testas se encostarem. — Posso?
Regulus assentiu, os olhos brilhando. O beijo foi leve, gentil, cheio de promessas silenciosas. Quando se separaram, Regulus sussurrou, com um sorriso pequeno:
— Obrigado por me enxergar, James.
— Como eu não enxergaria o universo mais bonito que já vi? — respondeu James, entrelaçando os dedos aos de Regulus. — Você é o meu céu, Reg.
E naquela noite, entre estrelas e sorrisos, Regulus acreditou. Pela primeira vez em muito tempo, ele se sentiu inteiro. E feliz.


✭Espero que Gostem✭

Entre Estrelas e SardasWhere stories live. Discover now