Risadas ecoam na escuridão da floresta à noite
A lua cheia de uma noite fria de arder
Seguro velas que iluminam o caminho por onde passo
Eu sabia que não estava sozinho, olhos brilhavam vidrados em meu ser
No Vale Sombrio, Vultos correm ao meu redor
ouço passos invisíveis de um lado para o outro
trazendo uma atmosfera de mistério e terror
As presenças trazem o calafrio do inverno
Uma mansão escondida no meio do nada
Acelero o meu passo quase correndo
Até dar de frente a uma porta espelhada
abro a porta e entro
olho para a Janela quebrada
vejo um lago refletindo estrelas brilhantes
rodeado por uma névoa fria e sombria
tão misterioso que deixa só o espanto constante
As paredes suspiram segredos ocultos
Os quadros nas paredes parecem se mover
Retratando histórias de um passado obscuro
Histórias antigas de tragédias difíceis de esquecer
Um piano velho, em uma sala quase deserta
tudo empoeirado, livros antigos empilhados
Melodias que ecoam de forma incerta
Páginas amareladas que contam histórias esquecidas
No sótão empoeirado, onde mora o medo
Um espelho reflete a verdade distorcida
Um espelho antigo, de moldura de ouro
Reflete o semblante de uma figura misteriosa
No espelho tem alguém vindo em minha direção
onde posso me esconder?
pensei errado, pensa rápido!
não tenho um bom pressentimento, preciso correr!
um relógio antigo ainda está funcionando, como?
os passos da figura são os segundos do tempo
e aceleram cada vez mais até ficar na velocidade do vento
a mansão é como o labirinto, por isso, me perco
estou no salão principal
sem detalhes, estou em perigo!
um martelo voa ao meu lado
estou sendo perseguido!
a porta central está trancada
pego o martelo e atiro na janela
o vulto apareceu como uma mulher noiva
pulo e atravesso a vidraça
um vestido branco manchado de vermelho
ela só queria ajuda
não vou ser mais uma vez enganado
volto para casa nessa noite sombria e escura
