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Na agitada ilha de berk, os ventos uivavam com a emoção de mais uma Corrida de dragões. O rugido da multidão ecoava pelas montanhas rochosas enquanto vikings e seus dragões preparavam-se para a largada. Soluço, como de costume, zanzava pelas montanhas e florestas.

No meio daquela euforia colorida, uma figura singular se destacava. Era eira, uma garota de cabelos brancos curtos que pareciam nevar sobre seus ombros. Seu rosto e seus olhos estavam completamente cobertos por uma faixa preta, um mistério que poucos em Berk ousavam questionar. Ao seu lado, pousando com uma graça felina, estava seu dragão, um Fúria da noite com escamas escuras como a noite sem estrelas, mas com olhos que ardiam em um vermelho vibrante, destoando do verde familiar de banguela. O dragão, de alguma forma, parecia uma extensão da própria eira, seus movimentos sincronizados em uma dança silenciosa.

— OUTRO FÚRIA DA NOITE!!

— Quem será a parceira dela? — Ouviu-se entre a multidão.

— Nunca a vi na corrida antes.

Apesar dos sussurros, eita parecia alheia, sua atenção focada em seu fúria da noite, que estava surpreendente calmo para um dragão de corrida. Soluço, curioso por natureza, notou a dupla. Ele já tinha ouvido falar da misteriosa Eira, mas nunca a viu tão de perto. Havia uma aura de quietude e mistério que o intrigava.

A buzina soou, anunciando o início da corrida. Os dragões alcançaram o voo em uma explosão de cores e velocidade. Banguela e soluço dispararam à frente, habilidosos como sempre. Astrid e tempestade os seguiram de perto, enquanto Perna-de-peixe e batatão, e Melequento e cabeça quente, lutavam por posições.

Eira e seu fúria da noite, a princípio, ficaram para trás. Parecia que o dragão dela não tinha a mesma velocidade explosiva dos outros. Mas então, algo inesperado aconteceu. À medida que a corrida progredia e as manobras se tornavam mais complexas, a dupla de olhos vendados revelou uma sintonia impressionante. Sua visão toda coberta, Eira parecia confiar em outros sentidos, e seu dragão respondia a comandos sutis, quase telepáticos.

Em uma das voltas mais desafiadoras, onde os cavaleiros tinham que desviar de formações rochosas traiçoeiras, o Fúria da noite de eira, executou movimentos que deixavam a multidão sem fôlego. Ele estava sendo mais rápido que os outros dragões, a sua agilidade e precisão eram inigualáveis. Os olhos vermelhos do dragão parecia absorver cada detalhe do percurso, guiando-os com uma certeza quase sobrenatural.

Soluço, em meio a adrenalina da corrida, não pode deixar  de ficar impressionado. Ele e banguela eram uma unidade, mas eira e seu dragão pareciam ser um só ser, movendo-se com harmonia que transcendia a comunicação verbal. Eles passavam por todos, não em uma velocidade bruta, mas em uma dança aérea de desvios e curvas calculadas com perfeição.

Nos momentos finais da corrida, quando a bandeira quadriculada já estava à vista, Eira e seu fúria da noite fizeram uma investida no final. Não era uma corrida de força, mas era de estratégia e confiança mútua. Com um último mergulho espetacular, eles conseguiram pegar 13 ovelhas e assim ganharam 13 pontos, deixando a plateia em um silêncio atordoado antes que uma ovação ensurdecedora explodisse.

Soluço se aproxima de eira em pleno ar.

Soluço: Ora ora.. a garota misteriosa ganhou a corrida. —  Ele sorriu.

Dei várias batidas leves no meu dragão para sairmos de berk rapidamente. Voamos para os mares, a multidão ficou confusa, stoic apenas observando.

Soluço, com teimosia e curiosidade, foi atrás dela rapidamente com seu fúria da noite banguela.

Olhei para trás e ele estava lá, me seguindo.

— Vamos garoto, despista ele. — Sussurrei.

Voamos para o céu, despistando o soluço e o banguela. Soluço, ficou confuso e continuou procurando, Eira e magma, seu fúria da noite pousaram em um pico rochoso isolado.

Soluço voava sem rumo, aproveitando a liberdade e a beleza das ilhas que se estendiam abaixo.

Foi então que a viu. Pousada em um pico rochoso isolado, com a silhueta recortada contra o sol poente, estava Eira. Ao seu lado, o Fúria da noite de olhos vermelhos estavam perfeitamente parado, observando o horizonte com uma intensidade humana. A cena era tão serena e poderosa que soluço pediu a banguela que descesse suavemente, pousando a uma distância respeitosa.

Eira, mesmo com a faixa preta cobrindo os seus olhos, pareceu sentir a presença deles. Ela virou a cabeça ligeiramente na direção de soluço, e seu dragão soltou um murmúrio baixo, quase ronronar.

Soluço: Olá, sou o soluço. Um pouco sem jeito, quebrando o silêncio. — Você  foi... incrível na corrida.

Eira não respondeu de imediato. Pegou sua espada e seu fúria da noite deu um passo à frente, os olhos vermelhos fixos em banguela, que com um respondeu suave rosnado de curiosidade. Não havia hostilidade, apenas um reconhecimento mútuo entre os dois seres extraordinários.

Soluço: Eu sou soluço. Ele continuou, aproximando-se um pouco mais, percebendo que a garota não parecia ameaçadora. — E este é banguela.

A ponta da boca de eira curvou ligeiramente sob a faixa, indicando um pequeno sorriso.

— Eu sei quem você é, soluço. Sua voz era suave, quase um sussurro, mas carregada de uma estranha autoridade.

Soluço sentiu um arrepio. — Soluço: Como ela sabia? —  Ele olhou para o fúria da noite de olhos vermelhos, que parecia lê-los com a mesma facilidade que sua cavaleira.

Soluço: Você e seu dragão.. a forma como vocês voam, a sintonia. Soluço tentou expressar sua admiração. — É como se vocês fossem um só. Como.. como você consegue?.

Eita virou-se completamente para ele. — Não é algo que se "consegue", soluço. Ela explicou, sua voz um pouco mais forte agora.

— É algo que se sente. Meu mundo é diferente do seu, o que você vê com os seus olhos, eu vejo de outras maneiras.

Estendi minha mão. E meu fúria da noite de olhos vermelhos abaixou a cabeça, permitindo que ela tocasse sua escama. Seus dedos traçaram um padrão que parecia fluir pelo corpo do dragão, e banguela observava faiscando.

Soluço: Mas se seus olhos são enfaixados, como você enxerga? — Perguntou soluço, um tom de curiosidade.

— Eu enxergo, meus olhos são diferentes das pessoas normais.

Soluço: Entendi, e seu fúria da noite? Ele tem um nome? — Soluço perguntou, a curiosidade borbulhando.

Eira sorriu abertamente, e, mesmo com a faixa, soluço pôde sentir a alegria em minha expressão.

— Sim, o nome dele é magma, ele é uma sombra. Porque ele se move como uma, e seus olhos são o fogo que alumina.

Olhei lentamente para trás olhando para o horizonte.

— Bom, já está na hora de partir, nos veremos novamente, cavaleiro de dragão. Dei um leve sorriso, me joguei da montanha e magma foi atrás.

Soluço e banguela rapidamente correu para a beira da montanha, olhando para as neblinas no fundo do mar.

Soluço: Ela sumiu.. olhou para o banguela.

Soluço: Vamos voltar para berk, banguela. Subiu no banguela e foram a caminho de berk.

Os sussurros do Vazio || HTTYDStories to obsess over. Discover now