— Vai, Lucas, acaba com eles!
— Quem é essa mina gritando seu nome, mano? — perguntou o amigo, com uma sobrancelha levantada.
— É uma garota com quem estou saindo. Ela é gata e gosta de mim. Relaxa, não precisa ficar com ciúmes; eu sempre arrumo tempo pra te encontrar, haha.
— Vai se ferrar! Vê se não vacila; a mina é realmente gata.
Lucas riu enquanto se preparavam para o jogo.
— Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
— Atenção a todos! Vamos jogar como se fosse o último jogo das nossas vidas! Não viemos aqui para perder. Se alguém está aqui com outro objetivo que não seja ganhar, por favor, se retire da quadra!
— Você tem que trabalhar seus discursos; tá me dando desânimo já, treinador — respondeu Lucas, revirando os olhos.
— Principalmente você, Lucas! Lembre-se: esse esporte é a única coisa que você realmente tem.
— Tô ligado, "tetador".
— Mais um apelidinho besta e você vai ficar no banco. Seja um homem, não uma criança, Lucas.
— Tá bom, tá bom! Posso beber água antes de começar o jogo? Volto rapidinho!
— Corre lá, muleque!
Lucas saiu correndo em direção às arquibancadas para encontrar sua garota.
— E aí, gata! Será que eu mereço uns beijos de boa sorte? — Lucas disse, passando a mão pela cintura de Isabely.
— Você não acha cedo demais? — ela respondeu com um sorriso tímido.
— Ah, que isso, Isabely! Você me conhece bem; já te conheço bem. O que estamos esperando?
— Sei lá, Lucas. Você sabe que não tenho um passado bom com relacionamentos... — Isabely hesitou, suas dúvidas visíveis em seu olhar.
— Deixa eu mudar isso então! — Lucas exclamou entusiasmado, aproximando-se mais dela.
— Não sei não, Lucas... — Isabely murmurou enquanto ponderava se deveria ceder ao impulso do momento.
— Droga! Vou ter que ir pro jogo agora. Te vejo mais tarde no seu dormitório?
— Aham, mesma hora de sempre.
Lucas voltou correndo para o jogo antes que o treinador decidisse ir atrás dele. A partida foi eletrizante! Ele conseguiu acertar três arremessos de três pontos e seis de dois. Isso era motivo suficiente para comemorar, e Lucas já sabia exatamente como e com quem faria isso.
— Que jogão, hein, Lucas! Vai ter comemoração no dormitório. O que você vai levar? — perguntou um amigo, com um sorriso maroto.
— Ah, nem vai dar! Vou descansar. Como diz o treinador: "Festas não combinam com atletas." — Lucas respondeu, imitando a expressão séria do treinador.
— Ah, não minta! Você sabe desde quando começou a ouvir o "tetador". Vai é comemorar com a brotinho que estava gritando "Vai, Luquinhaaas, seu gostoso!" — seu amigo provocou, rindo da situação.
— Vou mesmo! E só pra você saber: só você me chama de gostoso; ela me chama de "gostosãoooo!" — Lucas disse, rindo e se sentindo todo confiante.
— Vai lá, mano! Aproveita sua mina, mas toma cuidado. Tô sabendo que a véia da diretora tá passando pelos dormitórios depois do acidente da semana passada.
— Fica tranquilo! E bebe por mim! — Lucas respondeu, piscando antes de sair para a comemoração.
Lucas percorria os corredores como um rato em fuga, sempre atento ao predador à espreita.
— Droga! O número do quarto é 412 ou 214? A memória me traiu!
Tun! Tun! Tun! Tun! Tun!
O som inconfundível dos tamancos da diretora, senhorita Roseli, reverberava pelas paredes, como um aviso de perigo iminente.
— Ferrou! Ferrou! Essa velha rabugenta...
Sem alternativas, Lucas decidiu arriscar e bateu na porta 214.
Pow! Pow! Pow!
— Abre, pelo amor de Deus! Eu imploro, abre essa porta!
Desesperado, ele martelava a madeira, sua testa brilhando de suor como se estivesse em uma partida de basquete.
— Calma aí! Que desespero é esse? Quem é você a essa hora...?
— Sai da frenteeeee!
Num impulso, Lucas se atirou contra a garota que aparecera na porta.
— Aqui é o quarto da Isa? — perguntou apressadamente, enquanto se levantava e acidentalmente tocava o sutiã da jovem desconhecida.
— Sai de cima de mim, seu safado! Cafajeste! Pervertido!
A garota começou a estapear Lucas com indignação.
— Calma! Deixa eu me explicar antes de você me matar! Eu sou namorado da Ysabely e pensei que era o dormitório dela. Entrei porque a velha rabugenta ia me pegar. Tá tranquilo!
Ele tentou esboçar um sorriso torto enquanto se recuperava dos tapas, atordoado pela situação.
Pow! Pow! Pow!
— Senhorita Lívia, está tudo bem em seu dormitório? Precisa de algo? Que barulhos são esses? Hein?
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ATRAÍDOS PELO PROIBIDO
RomanceO quão longe você iria por sentimentos? ou melhor até onde você iria por segredos? nessa história um grupo de adolescentes vão mostrar até onde podem ir, com muito humor, romance e uma pitada de mistério. A receita pra uma boa história
