Sina Deinert sempre acreditou que sua vida poderia ser um filme - de preferência, uma comédia romântica com trilha sonora perfeita e um final feliz ao lado do seu crush de infância: Alex Mandon.
Mas quando Alex volta para a cidade no último ano do c...
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"eu só sou uma mulher, que está na frente de um homem, pedindo a ele para amá-la" - um lugar chamando Notting Hill
Quando eu tinha oito anos, minha mãe me sentou na varanda de casa com uma tigela de pipoca, um cobertor florido e um DVD de De Repente 30 nas mãos.
Ela disse: "É importante que você saiba a diferença, Sina. Entre os caras que parecem bons nos filmes... e os que são bons de verdade."
Na época, eu só queria assistir à Jennifer Garner dançando "Thriller". Mas com o tempo, entendi o que ela queria dizer.
Minha mãe tinha uma teoria. Uma espécie de regra. Segundo ela, garotas não devem cair pelo "garoto badboy que faz cara de quem tem um passado sombrio e uma banda de garagem". Esses, ela dizia, são interessantes por três cenas — depois vêm as lágrimas. Ela acreditava nos caras gentis. Nos que seguram a porta, nos que lembram do seu aniversário e que preferem ficar em casa assistindo um filme com você do que sair para parecerem descolados.
"Na vida real," ela dizia, "você não precisa de um Heathcliff. Você precisa de um Sam do Sintonia de Amor. Ou um Matt do De Repente 30. Esses são os mocinhos. E os mocinhos são para as garotas que sabem o que valem."
E, como toda filha que acha que a mãe é o centro do universo, eu levei essa regra como lei.
Passei a infância acreditando que, um dia, alguém apareceria na minha vida com o timing perfeito de um protagonista. Com trilha sonora de Taylor Swift em versão acústica. Eu esperava reencontros sob chuva, olhares cruzando no corredor e declarações em público com cartazes, estilo Simplesmente Amor.
Eu esperei pelo mocinho. Sempre o mocinho.
Depois que minha mãe se foi, essa crença virou ainda mais forte. Como se, ao acreditar nos romances perfeitos, eu ainda mantivesse viva uma parte dela — a parte que ria com Julia Roberts, chorava com Sandra Bullock e dizia que todo mundo merecia um final feliz.
É por isso que eu nunca dei moral para os caras do tipo "encrenca". E é exatamente por isso que Noah Urrea nunca foi, nem de longe, uma opção.
Ele é tudo o que minha mãe me avisou para evitar.
Mas... às vezes, a vida real tem péssima memória. E mesmo quando você tem todas as regras bem decoradas, o coração pode esquecer qual era a lição final.