Há uma falha na minha visão esquerda, quase um argueiro, porém mais extensiva.
É assim:eu rolo para a esquerda com meus dois olhos, e não vejo minhas visões periféricas igualadas, a esquerda é mais embaçada. É isso.
Existe uma verdade que se assume como verdade que começa se não por uma própria razão de existência porque nada se cria do nada, então por uma gota de algo, que passa a se transmutar e a esqueletizar por si mesma sem demanda ou permissão, que cresce e cresce e continua em seu processo de se auto intitular como uma verdade, física, tangente e espremida como laranja.
A verdade de que nasci, existo, cresci e estou na vida como um corpo abjeto. De si mesmo antes de sequer entender-se consistentemente como parte de algo. Ou como alguém. Que respira e tem vida puramente fisiológica que corre sangue pelas veias do corpo e um coração que bate, e o significado atrelado a isso.
É pré-pré existente antes de sequer pensar-se que se podia primariamente criar o significado para essa existência, e aí depois poder ser.
De forma quase essencialmente não-humana e não-monstruosa e não-espiritual e nada.
Cataclismicamente quase como uma espécie de zona universal habitada pelo nada.
Só uma espécie de metáfora pra vazio, mas não emocional, é existencial. É vida.
