O amor à primeira vista, realmente existe?
Miguel, um adolescente normal de apenas dezessete anos que vivia nas favelas do Rio de Janeiro, não imaginava que sua vida poderia mudar tão drasticamente... Principalmente, por um amor que considerava proibido.
02/11/2023. 17:45.
Era um sabado monótono, um grande sol ficava e se mantia ao longe lá no céu grande e azul, apesar disso, tinha um vento fraco e úmido que deixava tudo mais tranquilo, um dia... Bom, como posso descrever? Um dia comum. O garoto moreno andava pelo bairro entediadamente de jeito desleixado, usando uma camisa de treino branca sem mangas e uma calça moletom cinza, com o símbolo de uma marca desconhecida que dava destaque. Olhando para seus próprios pés, escutando uma música de sua banda favorita: Arctic Monkeys, sentiu um peso contra contra si rapidamente, o fazendo quase cair para trás, irritado, o bronzeado olhou para frente preparado para xingar mas...
— "Ô seu filho da mãe! Você não olha por onde... Anda...?" Hesitou ao continuar, vendo aquele garoto um pouco mais alto que ele, um lindo homem pálido quase brilhante, que parecia estar se sentindo culpado, Miguel paralisado, sentiu a culpa correr dentro de si... ("Provavelmente era um turista que estava apenas distraído...")
Ele pensou. O asiático a sua frente, passou uma mão no seu próprio cabelo encaracolado preto antes de o olhar com uma face tristonha.
— "Perdão, eu não sei muito daqui..." O branquelo citou, com uma voz baixa e calma, apesar de parecer um pequeno cachorrinho triste. "Sou Pedro, meus pais são daqui, eu sou japonês e vivi com meus avós lá em Tóquio... Mas vim os visitar, eles estão doentes.” A culpa parecia pesar ainda mais nas costas de Miguel, quase como se fosse Deus lhe julgando por seus atos.
— "Foi... Mal, desculpa, eu não queria te xingar. Força do hábito... Prazer, sou Miguel." O garoto disse, coçando a nuca meio sem graça, olhou para o asiático a sua frente, desviou o olhar, olhou novamente, estava sem assunto e principalmente, envergonhado por ter sido tão rude com alguém tão... Gentil.
— "Tudo bem, sei que não foi sua intenção, Miguel... Certo?"
— "Ah, sim, isso aí... Bem Pedro, sabe onde fica a casa de seus pais?"
— "..."
Um silêncio se instalou no local. Um silêncio quase tão barulhento quanto às salas de aulas do Miguel... Estamos falando de escola pública então tudo bem.
Quando o adolescente abriu a boca, sentiu as palavras engasgarem em sua garganta, quase como se elas não poderiam sair. Era algo doloroso, mas, ainda mais desconfortável. Parecia que o mundo em sua volta estivesse com olhos somente nele, o tempo, o vento, a rotação da terra... Tudo. Tudo parecia ter parado. Até os lábios rosados do japonês abrir, fazendo tudo voltar a andar novamente.
— "Leblon... Algo assim."
— "Oi?" Miguel o olhou assustado? Os pais dele eram ricos ou o que? Porra! Lá só tinha gente milionária e insuportável, mas... Ok. Vamos ajudar o japa' encontrar seus pais e vazar de toda essa história. "Ah... Leblon... Okay, é literalmente do lado daqui, mas vem, vai andar um pouquinho, japa'!" O bronzeado disse com emoção, começando a puxar o branco para correr.
Era um corrida simples... Mas, uma corrida com um japonês lindo... O que?! Mas que-... Porquê ele, Miguel, um dos caras mais famosos da escola por pegar garotas, estava pensando em algo que nunca sequer imaginou pensar isso de outro homem? Ok. Ele era lindo... Lindo demais, ok, lindo até demais, porra, para de pensar nisso Miguel!!
após pelo menos ums trinta minutos correndo pelas ruas, chegaram no bairro, era um dos mais ricos do Rio, e também caros.
— "Aqui estamos... Sabe o endereço?"
Outro silêncio, se o japonês não sabia iria passar a noite na rua. Eram quase sete da noite e ele mal sabia a casa? E principalmente para um turista que claramente é um turista. Miguel pensou um pouco... Ah, porra, ele não podia deixar um cara de outro país na rua.
Mas... O que ele poderia fazer, afinal? Não podia levar ele para sua casa, era perigoso, mas mais perigoso ainda o deixar dormir na rua.
— "Então, japonês, vai ser o seguinte, você fica na minha casa, só por hoje. Se roubar algo eu juro que vou atrás de você até depois da morte."
— "Oi?" O branco olhou um pouco surpreso, os olhos arregalados e sua voz um tanto quanto alta.
— "Você não vai achar a casa de seus pais, pelo menos, não hoje. Já ta tarde. E eu não vou deixar alguém gentil ou de bom coração dormir na rua. Vamo simbora."
O bronzeado puxou rapidamente o pulso fino do japonês, sentindo sua pele macia e agradável, parecia como a pele de um... Bebê? Miguel não sabia o que pensar além de que era bom tocar numa pele assim.
Pedro, sentia seu toque firme, mas que parecia cuidadoso e gentil, apesar da força sem nessecidade em seu aperto.
as luzes dos postes começavam a ligar, todos já voltavam da praia, crianças brincavam nas ruas, o calor se dissipava e vinha uma vente fria e calma, quando a noite finalmente desceu, a lua amarelada ficando entre o mar e o céu um tanto estrelado, os dois decidiram ir para a praia ver, Pedro deu a ideia animado e Miguel, não relutou ou desistiu. Apenas... Tudo parecia do momento, sabe? Aquele frio, aquele céu, tudo ali... Parecia destino..
No fim, voltaram para a favela, onde tudo era silencioso, Pedro, ficava incrivelmente perto de miguel, assustado mas... Também, curioso.
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eu to com febre e fome
vou postar o próximo capítulo amanha, tchau
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Um amor impossível, mas possível.
RomanceUma linda história de amor entre um japa e um brasileiro, com reviravoltas, choros, brigas, discussões, e momentos de ternuras.
