Sombras e Desejos

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O luar atravessava a janela do quarto de Xavier, lançando sombras ondulantes nas paredes, como se a noite também estivesse conspirando a favor deles. Sn estava ali, encostada na estante, os olhos fixos nos de Xavier, que a observava com aquela expressão enigmática — um misto de provocação e desejo contido.

— Você veio mesmo — disse ele, a voz rouca, mais baixa do que o normal.

— Achei que você não gostava de visitas... — Sn respondeu, desafiadora, dando um passo à frente.

— Eu não gosto. A menos que seja você.

O silêncio entre os dois era carregado de eletricidade. Cada movimento parecia carregado de significado. Sn parou bem à frente dele, tão perto que podia sentir o calor que emanava de seu corpo.

— E se eu disser que não quero só conversar? — sussurrou ela.

Xavier ergueu a mão, tocando de leve o rosto dela, os dedos percorrendo a linha do maxilar. Os olhos dele estavam mais escuros, dilatados pelo desejo.

— Então é melhor você saber que eu não sou de me controlar muito bem — murmurou ele, antes de encostar os lábios nos dela.

O beijo começou intenso, mas foi ficando mais urgente, mais faminto. As mãos de Xavier deslizaram pela cintura de Sn, puxando-a para mais perto, colando seus corpos. Ela sentiu a batida acelerada do coração dele, tão fora de ritmo quanto o seu próprio.

Ele a prensou contra a parede, os beijos descendo para o pescoço, fazendo-a arfar. A voz dele soou contra sua pele:

— Você me enlouquece, Sn... Cada vez que você aparece, eu perco o controle.

Ela sorriu, os dedos se entrelaçando nos cabelos escuros dele.

— Então para de tentar se controlar.

Ele obedeceu.

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