Baby, let's run away together

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O céu está em chamas. O mundo escuro e em cinzas está queimando, não há saída. Olhar frio.

Gesto do diabo, huh, muitos motivos para me destruir. Se eu pudesse parar o tempo como mágica. Eu ficaria na sua frente...

- Vamos fugir, segure minha mão. - diz impulsivo, levantando da cama.

- Oi? - perguntou confuso, sentado à sua frente pensando em uma solução.

- É, eu não suporto mais isso Bang Chan! - bufa impaciente. - Seus pais não me aceitam, o mundo não nos aceita, não somos bem-vindos em nenhum lugar! - confessa estressado.

- Mas Hyun... - questiona pensativo, levantando e ficando em sua frente.

- Eu não aguento mais... Sinto que a qualquer momento eles podem me queimar na fogueira! - diz brincalhão, suspirando cansado.

Ele diz queimando aos poucos, enquanto a frieza de Bang derrete.

- Se você não for, eu vou... Sozinho. - diz decidido.

- Não posso te deixar ir porque o mundo está prestes a desmoronar! - diz metaforicamente, segurando suas mãos.

- Só me siga, eu vou te liderar durante a noite e o dia! - ele afirma. - Confia em mim, nem que seja uma vez na vida, por favor. - ele implora, juntando as testas.

Fugir agora, antes que o tempo vire cinzas também.

Não era uma má ideia.
Mas... E se os pais de Chan achassem que Hyunjin era uma má influência? E se tentassem separá-los pra sempre?

Chan olhou pra ele.
Os olhos de Hyunjin brilhavam, esperançosos, como se pudessem acender o mundo inteiro outra vez.

- Tudo bem. - ele disse, por fim, quase num sussurro.

O sorriso de Hyunjin cresceu no canto dos lábios, puxando Chan com pressa. Silenciosos, atravessaram os corredores, cuidando para que os pais do mais velho não percebessem.

Na garagem, Chan pegou a chave da moto do pai e os capacetes. Entregou um a Hyunjin, colocou o seu e subiu na moto.

- Sobe. - disse firme.

Hyunjin sorriu novamente, subindo em cima da garupa, agarrando a cintura do namorado.

A noite era escura, mas eles tinham um ao outro. E isso era tudo.

Chan deu partida e saiu sem rumo algum, apenas ele, Hyunjin e a esperança de serem aceitos em algum outro lugar - longe de pessoas que não os queriam por perto.

A chuva começou tímida, como se o céu chorasse por eles - ou talvez por tudo o que deixaram pra trás. Mas logo foi se intensificando, dificultando a ida deles para o lugar desconhecido.

Chan desacelera a moto.

- Está ficando muito forte, eu vou encostar! - ele diz preocupado, temendo que pudesse acontecer algo.

Ele encosta a moto no estacionamento, em que parecia um galpão abandonado.

Desliga a moto e desce, ajudando o namorado, correndo em direção ao portão de ferro, e o abrindo. Por sorte estava destrancado.

O portão rangeu quando Chan o levantou com força. Lá dentro, o galpão parecia esquecido pelo mundo - como eles.

O galpão estava escuro e úmido. O eco de cada passo misturava-se ao som da chuva batendo no telhado de zinco. O ar cheirava a poeira molhada e ferrugem.

Pingos fortes batiam no teto como se o céu estivesse gritando. Hyunjin tremia, não se sabia se de frio ou de alívio.

- A gente conseguiu. - disse, ofegante, olhando para Chan.

ESCAPEWhere stories live. Discover now