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Acho que ninguém está preparado para uma mudança drástica e difícil sem aviso prévio, mas quando acontece não tem como fugir. A vida é e sempre vai ser imprevisível, imagina se não fosse, qual seria a graça de viver?
De acordo com a lei 12.651 de 2012, é proibido desmatar áreas florestais protegidas, então para quem precisa de mais lugares para plantar ou criar gado, precisam optar por outras opções, que inclui até as mais improváveis.
Inclusive da mais fácil a mais difícil, para quem tem dinheiro e poder, nada é difícil.
Pra quem tem um pequeno pedaço de terra, que possa servir, é oferecido pilhas e pilhas de dinheiro, se caso recusar é oferecido mais, ou usam da manipulação, mas caso trabalharem da maneira antiga, até sua vida corre risco, como acham que a divisão de terras é tão desigual?
Tenha uma arma e ligações políticas, só isso ja basta para fugir da prisão. Meu pai com um pequeno pedaço de Terra, nunca foi oferecido valor nenhum, por ele ter uma boa relação com os grandes produtores que moram ao redor da fazenda, sínicos e convincentes.
Quem mora no interior, onde tem muito do domínio agrícola, sempre tem a época do milho, fazer pamonha na sombra dos pé de manga com a família toda.
Dessa vez minha missão foi roubar milho, sinceramente a mais fácil, levar os sacos e ir de carro, a parte difícil é entrar no meio da lavoura e não sair pulando de tanta coceira.
Com o carro do meu pai caindo aos pedaços fui em direção ao meu destino, na fazenda do vizinho, um dos amigos dele. Desci calmamente, se era eu que estava pegando, iria ser no meu tempo.
Peguei umas 40 espigas e estava no porta mala arrumando, ate que escuto um barulho de trator.
— Era só oque me faltava, to suando igual uma porca e ainda me aparece essa? — Falo limpando o suor com dificuldade.
Forçando minhas vistas com muita força, tinha bem um tempo que usava o grau errado, uma armação não está fácil arcar com o custo. Vejo um trator gigante buzinando pra mim, provavelmente quem tava dirigindo pensou que era meu pai.
— Vou acenar só pra não parecer mal educada né? — Aceno calmamente.
Quando entro de volta na lavoura escuto o trator desligar, e ja vou enfiando mais a dentro pra evitar conversa.
— Seu Rogério?? — Ouso uma voz rouca, com certeza um fumante.
— Seu Rogério ta em casa fazendo pamonha, foi mal aí. — Falo curta e grossa, ja avisando meu mau humor.
— Eita, então tu ta roubando por ele?
Tendo um facão em mãos, passou horrores na minha cabeça, mas respondi com paciência.
— Tô, precisa de alguma coisa?
Escuto a lavoura mexendo, aparentemente o desconhecido tava vindo na minha direção, ja segurei o facão na posição de ataque.
— Se não tiver vindo pra me ajudar caça seu rumo, cara.
Ele chega onde eu estou, me olhando meio chocado pelo tamanho da arma na minha mão.
— Calma, só queria ver quem tu era.
— Viu? Agora volta de onde veio. — Era mediano, não tão bonito, mas não tão feio, alto, branquelo daqueles bem azedos, usando uma calça surrada quase sem tinta, vermelha de terra, uma bota que provavelmente valia meu guarda roupa todo, cabelo bem loiro bagunçado sendo segurado pelo óculos espelhado estereotipado, camisa com os três primeiros botões abertos, e por ultimo não menos importante, a logo imensa estampada nela "Fazenda Santa Luzia".
— Vc é a filha do Seu Rogério? — Ele pergunta curioso me olhando de cima a baixo, me dando tempo de reparar um pouco mais.
— Fi quem é tu primeiramente?
Ele aponta para o trator, a bandeira da Holanda, me fazendo perceber o chapéu de marca em sua mão, e o tamanho da mesma não era nem um pouco normal.
— Era pra eu saber só por causa de uma bandeira? — Arqueio a sobrancelha ja percebendo que era um metido a milionário, ou talvez bilionário?
Ele da de ombros, me estressando mais doque ja tinha estressado.
— Ok Holandês, um bom dia pra você! — Pego o saco cheio e levo ate o porta-malas. — Não sei se deu pra perceber, mas com certeza tenho mais coisa pra fazer doque você.
Entro no carro e dou partida, mas escuto ele dizer: — Puta que pariu, que coiceira chata! — Saio soltando poeira em alta velocidade, pensando ter afastado mais um problema de mim.
Pelos menos era oque eu pensava.
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Gente ja avisando que vou escrever a historia toda nesse estilo mais informal nas falas, pq é assim q nós falamos aqui na minha região!
To mto aposentada na questão da escrita mas juro que vou me esforçar o máximo pra fazer os capítulos pelo menos com umas 6000 palavras KKKKKKK
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Milho Roubado
FanfictionNo interior, é comandado pelo agro... Até onde você iria por um terreno? +16 Início 01/05/25
